09 de julho de 2026
Internacional

Hungria é 7º país da UE afetado pela gripe

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Budapeste - A Hungria foi confirmada ontem como o sétimo país da União Européia a apresentar contaminação pelo vírus H5N1. A variante do vírus da gripe aviária que já causou 92 mortes humanas foi identificada em três aves no país, segundo a organização. Áustria, Alemanha, Eslovênia, França, Grécia e Itália já tiveram casos confirmados do vírus em aves selvagens. Não foi detectado nenhum caso em criadouros ou em humanos na UE. A Eslováquia anunciou resultados positivos para um vírus H5, que causa gripe aviária, faltando confirmar se se trata do H5N1.

Ontem, em Bruxelas, representantes veterinários da UE não chegaram a um acordo sobre as providências a tomar. Os governos têm ordenado aos criadores o confinamento das granjas, para evitar contato com aves migratórias. Mas não há consenso sobre a necessidade de uma vacinação generalizada das aves.

França, Itália e Holanda são a favor da vacinação, considerada por nações como o Reino Unido uma ação cara e não garantida, pois não existe vacina específica para o H5N1. “É absolutamente sem precedentes” o ritmo de disseminação do vírus, disse Maria Cheng, porta-voz da Organização Mundial de Saúde. “Nunca vimos tantos surtos do mesmo vírus em tantas regiões diferentes, e nossa preocupação obviamente é a de que humanos poderiam entrar em contato com aves infectadas com o H5N1, o que significa que populações de todo o mundo estão potencialmente em risco.” Os cientistas temem que o H5N1 sofra uma mutação, tornando-se transmissível entre humanos.

A Alemanha já confirmou mais de cem casos de contaminação pelo H5N1, concentrados na ilha Rügen, no norte do país. O governo alemão está usando um contingente de 300 militares para realizar sacrifícios nos criadouros. Com aviões de reconhecimento, eles também investigam possíveis focos. Humor negro “Fui a um restaurante asiático e pedi um pato. Era o número H5 do menu e ganhei de sobremesa o N1”, brincou ontem Olivier Chatelain, comerciante, abastecendo-se de aves no mercado de Rungis, em Paris. “É preciso ter senso de humor”, disse ele aos colegas.

A demanda por aves na França já vinha diminuindo antes da confirmação, no sábado passado, do primeiro caso de contaminação no país. Bruno Courillon, que vendia ontem seus frangos a 2,20 euros, quando o normal seria 3 euros, disse: “Nos últimos meses, desde que falamos em gripe do frango, vendemos cerca de 15% a 20% menos”.

Os comerciantes criticam a mídia e o governo por afugentar os clientes. Marc Hervouet, presidente de um sindicato de comerciantes, lembrou que não há nenhum caso confirmado de contaminação humana pela ingestão de alimentos, mas sim pelo contato continuado com aves infectadas.

A preocupação com a epidemia de gripe aviária afetou também pontos turísticos europeus. Em Paris, o Jardin des Plantes fechou o aviário, e o zoológico de Bois de Vincennes providenciou caixas de alimentação à prova de patos para seus flamingos. A Torre de Londres confinou seus lendários corvos, que costumavam circular pelo forte e atração turística. Segundo a lenda, a monarquia britânica cairá quando os corvos deixarem a torre.

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Brasil

Brasília - O governo brasileiro publicou ontem no “Diário Oficial” da União o Plano Nacional de Controle e Prevenção da Doença de Newcastle e de Prevenção da Influenza Aviária, que vai permanecer por 30 dias no site do Ministério da Agricultura (www.agricultura.gov.br) para consulta pública.

Elaborado com a participação da iniciativa privada, o projeto prevê a proibição do trânsito de aves entre Estados, o cadastramento das granjas do País, entre outras medidas. O Ministério da Agricultura vai destinar R$ 100 milhões para o plano.