10 de julho de 2026
Nacional

Críticas internas fazem Tasso admitir prévias do PSDB

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A cúpula do PSDB já admite a realização de prévias para escolher o candidato do partido à Presidência da República. O presidente nacional do partido, Tasso Jereissati (CE), disse ontem que as prévias podem acontecer se não houver consenso em torno de um nome único. “Só se não houver entendimento é que se poderá discutir um critério para disputa (interna)”, disse Tasso após almoço com Alckmin, FHC e Aécio.

Tasso foi o segundo integrante do trio a admitir a possibilidade de realização de prévias - ferramenta que era defendida por Alckmin para driblar a preferência da cúpula pelo prefeito de São Paulo, José Serra. Anteontem, FHC também cogitou a realização de prévias. O senador, no entanto, também mostra que deve utilizar a solução somente em um caso limite.

A mudança de tom em relação às prévias ocorreu após os “excluídos” do PSDB, liderados pelo governador de Goiás, Marconi Perillo, criticarem o processo de escolha do candidato tucano. Perillo disse que a escolha não poderia ficar na mão de poucos e defendeu as prévias. Apesar de admitir as prévias, Tasso disse que continuará buscando um entendimento entre Alckmin e Serra. “O problema é que queremos chegar a um entendimento que abranja perfeitamente os dois (possíveis candidatos).”

Segundo ele, a cúpula continuará se reunindo com Alckmin e Serra para chegar a uma definição. “Esse entendimento passa por uma série de conversas que continuarão a acontecer entre nós, dirigentes do partido, o governador Alckmin e o prefeito Serra.” Tasso marcou uma data para encerrar essa definição: a primeira quinzena de março.

O encontro de ontem foi marcado após o mal-estar gerado pelo jantar da semana passada entre a cúpula e Serra num restaurante de São Paulo. FHC, Tasso e Aécio abandonaram um evento de confraternização do PSDB para se reunirem a sós com Serra. Alckmin ficou de fora. Depois da reunião de ontem com o triunvirato tucano, Alckmin abrandou o tom de seu discurso favorável às prévias. “Isso não precisa ser resolvido já, nem passará de março (a decisão do partido)”.