Caminho dos Diamantes, Caminho Velho e Caminho Novo. Assim estão divididas as cidades que fazem parte do projeto. Diamantina, Milho Verde, São Gonçalo do Rio das Pedras, Conceição do Mato Dentro, Tiradentes e Ouro Preto são apenas algumas cidades que merecem atenção dos viajantes que nelas podem se entregar as mais diversas atividades ecoturísticas e saber mais sobre os caminhos que fizeram a nossa história.
Cada localidade tem sua particularidade e muitas já contam com infra-estrutura especial para receber grupos. É o caso de Diamantina, o maior município da Serra do Espinhaço, rodeado por montanhas e córregos que formam inúmeras cachoeiras. Conta com importante conjunto de construções coloniais, do qual se destacam igrejas barrocas e belos casarões que fizeram com que fosse declarada Patrimônio Cultural Mundial pela Unesco em 1999.
Em Diamantina, nos caminhos de tropeiros e garimpeiros, em meio a passagens entre campos, morros e serras, cursos d’água formam cachoeiras com quedas de tamanhos variados e o visitante tem ainda a oportunidade de conhecer grutas, sítios arqueológicos, o Parque Nacional das Sempre-Vivas, povoados e o Caminho dos Escravos.
Serro é a próxima parada para quem parte de Diamantina, em direção a São Paulo. Sua paisagem é marcada por acidentes geográficos, como o Pico do Itambé e os planaltos por onde correm as águas que formarão o rio Jequitinhonha.
É uma terra recoberta por campos rupestres e trechos de cerrado, recortadas por riachos, córregos e cachoeiras e repleta de bromélias e orquídeas.
O Pico do Itambé, de 2.002 m de altitude, a 18 km do Centro da cidade e que somente pode ser visitado na companhia de um guia especializado, oferece uma bela vista panorâmica que alcança cidades vizinhas como Santo Antônio do Itambé, Diamantina e o povoado de Capivari.
Conceição do Mato Dentro é uma das cidades mais belas da Serra do Cipó, lugar onde no passado havia muito ouro e que havia sido habitada pelos índios botocudos. Com o declínio da mineração, os moradores passaram a se dedicar à subsistência, isolando a vila das grandes cidades, o que a tornou ainda mais atraente.
Seu casario colonial e antigas igrejas em estilo barroco são cercadas pelo verde da Serra do Cipó, flores e pássaros.
Oferece ainda ao turista opções ecológicas, incluindo uma piscina de água quente (500 metros a partir do bairro do Maranhão), na área urbana, formada pelo represamento de um ribeirão e abastecida por águas termais correntes.
Os encantos da Serra do Cipó repousam sobre formações geológicas de 1,3 a 1,8 bilhão de anos, as chamadas rochas em dobramento que constituem a Serra do Cipó propriamente dita. As marcas esculpidas pelas marés atestam que a área já foi leito de oceano. Este exuberante relevo acidentado, de altitudes que variam de 800 a 1.700 metros, além de recursos hídricos, entre os quais se destaca o rio Cipó, asseguram a existência de cachoeiras, corredeiras, piscinas naturais e cânions.
Caraça é o próximo destino de quem desce pela Estrada Real, via Caminho dos Diamantes. Na Serra do Espinhaço, uma pedra semelhante à silhueta de um gigante deitado inspirou o nome do local: Caraça. E foi nesse local que funcionou durante 150 anos um colégio que formou grandes nomes da elite intelectual do País e a Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens. O prédio do colégio foi destruído por um incêndio em 1968, mas em 1989 as ruínas deram origem a um centro cultural, antigas construções viraram pousadas e a biblioteca foi recuperada.
Utensílios e mobiliários antigos hoje fazem parte de um museu, convidando a um passeio cultural junto aos pés da serra.
Cultura é o que não falta em Ouro Preto e imediações, já nas proximidades da Capital mineira, Belo Horizonte. A cidade foi descoberta por um bandeirante paulista, de Taubaté, Antônio Dias, que localizou o pico do Espinhaço que domina toda a paisagem do vale.
Em 1689, Dias conseguiu chegar à região, onde fundou um povoado. As notícias sobre as riquezas do local atraíram outros pioneiros que, de acordo com o ouro encontrado foram formando assentamentos esparsos suas próprias capelinhas.
Com a criação da capitania de São Paulo e Minas do Ouro, em 1711, os povoamentos foram reunidos sob a denominação de Vila Rica de Albuquerque, depois Vila Rica de Ouro Preto e finalmente Ouro Preto.
Diante de sua importância histórica, a cidade foi declarada Monumento Nacional em 1933 e Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco em 1981. Além de seu casario colonial e das igrejas barrocas, Ouro Preto e imediações oferecem lugares únicos para a prática do ecoturismo, como a Estação Ecológica de Tripuí, o Parque do Itacolomi e o Circuito Minas Radical.