Segundo os historiadores, a culinária mineira está ligada à história da Estrada Real. “Foi ali, no centro econômico da colônia, com a exploração e extração, de ouro e pedras preciosas -, que nasceu o que hoje se conhece como a típica comida mineira”, detalha Maurício Reis.
As culturas gastronômicas dos índios, dos africanos e dos portugueses se fundiram, se aperfeiçoaram e sofreram mudanças e adaptações nas minas gerais. Do Rio de Janeiro e de outras colônias do reino português vinham escravos e mercadorias estrangeiras; do Nordeste, o gado e produtos agrícolas; do Norte, trabalhadores; e do Sul, tropeiros gaúchos, com sua carne bovina e mulas para transportes.
Por isso, a culinária mineira é tão saborosa, cantada em verso e prosa por todos os cantos do nosso vasto País.
O Museu do tropeiro
Bem alimentados, os tropeiros tinham mais disposição para suas empreitadas, contribuindo para a construção de Minas Gerais e do Brasil Colônia.
Como transportadores, foram fundamentais para a ligação entre os produtos e os centros de consumo nas cidades. Além disso eram indispensáveis em muitas outras atividades: festeiro, tocador de viola e sanfona, emissário oficial, correio transmissor de notícias, recados, receitas e encomendas.
A viagem pela Estrada Real dá ao turista a chance de conhecer mais sobre esse bravo povo brasileiro. O Museu do Tropeiro resgata a memória de um período importante da história nacional.
São mais de 400 peças adquiridas pela Prefeitura Municipal de Itabira, do colecionador José Dutra, que integram o acervo cultural. Preserva também outras peças doadas por familiares de antigos tro-peiros.O museu, montado na antiga casa paroquial de Itabira, está localizado na travessa professor Manoel Soares, 217, centro, telefone (31) 3833-9254.