Lençóis Paulista – O Instituto de Identificação da Polícia Civil, em São Paulo, divulgou ontem que o corpo encontrado em avançado estado de decomposição no sábado passado é do auxiliar de escritório Paulo Luiz Lima Casado, 26 anos.
O corpo foi encontrado por um maquinista em um matagal às margens da linha férrea no bairro Júlio Ferrari. A vítima estava só de cuecas e meia. Segundo o delegado Luiz Cláudio Massa, Casado foi morto por estrangulamento.
O principal suspeito é o lavrador Alexandre dos Santos, 21 anos, que está desaparecido desde a terça-feira da semana passada, quando o auxiliar de escritório foi morto. Junto ao corpo foi encontrado um par de tênis que seria de Santos. O calçado foi reconhecido pela namorada do acusado. “Tudo indica que tenha sido ele (Santos) o autor do homicídio”, comentou o delegado.
Segundo Massa, existem vários boletins de ocorrência contra Santos por violência contra a própria mãe, ameaça aos irmãos, furto e outros crimes.
Como o corpo já estava em um processo avançado de decomposição, não foi possível reconhecer de imediato a vítima. O rosto estava completamente desfigurado. A identificação era tão difícil, segundo o delegado, que a família de Casado garantia que não era ele a vítima. Por outro lado, os parentes de Santos chegaram a acreditar que o corpo era do lavrador. A análise das digitais acabou apontando exatamente o contrário.
A identificação só foi possível após a remessa das digitais da vítima para o Instituto de Identificação da Polícia Civil, em São Paulo. Além das digitais, foram enviados para comparação os RGs dos dois envolvidos. Ontem, chegou a confirmação. O corpo é de fato do auxiliar de escritório.
Outra investigação
Concluída a identificação do corpo encontrado no domingo no bairro Júlio Ferrari, a Polícia Civil de Lençóis Paulista aguarda agora o resultado do exame residuográfico para saber quem disparou a arma que matou Mauro Valério Silva, 18 anos, na sexta-feira passada. A polícia trabalha com a hipótese de homicídio culposo (sem intenção de matar) ou suicídio involuntário.
A morte ocorreu dentro de uma residência no bairro Júlio Ferrari. Segundo o delegado, além de Silva estava na residência Wedson Santos Araújo, 18 anos. Ambos eram colegas de infância.
Araújo disse à polícia que Silva exibiu duas armas que havia conseguido e entregou um celular para que fossem tiradas fotos dele com os revólveres. Em uma das poses, Silva apontou uma das armas para a testa e pediu que fosse feita a foto. Segundo Araújo, quando o flash do celular disparou, Silva apertou o gatilho e caiu sobre a cama. De início, ele pensou que fosse brincadeira, mas quando viu o sangue escorrendo da cabeça do colega entrou em desespero e escondeu as armas em um terreno baldio.
Segundo o delegado, só com o exame residuográfico será possível saber na mão de qual dos dois existem vestígios de pólvora. Dessa forma, dá para saber quem fez o disparo. Inicialmente, Araújo será indiciado por porte ilegal de armas, por ter manuseado os revólveres até o terreno baldio. Ele está preso em Avaí. Massa acredita que o exame ficará pronto dentro de uma semana, aproximadamente.