09 de julho de 2026
Política

Pesquisa identifica os ‘donos do lixo’

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A pesquisa das empresas do ramo de coleta e destinação de lixo urbano no País, com ou sem a operação de aterro sanitário, aponta para pouco mais de dez marcas principais. Olhando o mapa de interesse de mercado de alguns empresários, verifica-se a “divisão” do bolo em algumas regiões e a presença de marcas “disputando” uma mesma licitação vinculadas entre si, parceiras na sociedade, mas “adversárias“ na concorrência.

A diversificação da licitação em Bauru, combinando em um mesmo lote a exigência de coleta de lixo domiciliar com operação de aterro e construção de um novo espaço para destinação do lixo em até cinco anos de contrato, pode exigir a junção de sócios. O mesmo pode acontecer no bloco que pretende disputar a coleta de lixo hospitalar, onde alguns dos empreiteiros detém tecnologia de esterilização (autoclave).

Entre as marcas pesquisadas com boa penetração de mercado, estão nomes como a Pajuan, Central de Tratamento de Resíduos, de Itaquaquecetuba (SP), voltada para atuação concentrada mais na área de aterro sanitário. Contudo, sua sociedade pode vir para a disputa em Bauru, por exemplo, associada à Cetran, Central de Tratamento de Resíduos do Amazonas, de Manaus (AM), além de poder contar com o apoio da Lara, Central de Tratamento de Resíduos de Mauá (SP).

De Campinas (SP), município onde o edital de licitação já está no Judiciário, surge a MB Engenharia e Meio Ambiente e a conhecida Tejofran. E no ramo de esterilizador, uma das marcas que já indicam interesse em Bauru é a Silcon Ambiental, de São Paulo.

Além dessas, a lista de concorrentes neste filão de mercado conta com empresas tradicionais, com contratos espalhados em diferentes regiões, como a Marquise, com sede em Fortaleza (CE), a Veja Sopave, da capital do Estado, a Estre de Paulínia (SP), a Qualix e a Corpus, as duas últimas também de São Paulo. A movimentação de eventuais parceiros inclui nomes de empresários locais que, embora não atuem diretamente no ramo, vêem no contrato de terceirização uma boa oportunidade ampliar o faturamento.