09 de julho de 2026
Internacional

Justiça nega a liberdade provisória para Fujimori

Folhapress
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Santiago - A Suprema Corte do Chile rejeitou ontem um pedido de liberdade provisória feito pelo ex-presidente peruano Alberto Fujimori, detido em Santiago no início de novembro.

A Segunda Sala da Corte também rejeitou, por quatro votos contra um, que Fujimori deixe a cela que ocupa na Escola de Oficiais Penitenciários para cumprir prisão domiciliar, enquanto o juiz Orlando Alvarez decide sobre sua extradição ao Peru - onde Fujimori é acusado de violações aos direitos humanos e corrupção.

A Corte se pronunciou após uma apelação apresentada pelos advogados de defesa do ex-presidente peruano, após a rejeição do pedido de liberdade provisória, na última terça-feira.

O pedido de extradição de Fujimori se refere ao assassinato de 15 pessoas em Barrios Altos, em Lima, em 1991 e às mortes de nove estudantes e um professor da Universidade de La Cantuta, na periferia da capital peruana, em 1992.

Fujimori também enfrenta acusações por apropriação de fundos estatais e entrega de US$ 15 milhões de dólares a seu assessor, Vladimiro Montesinos, pouco antes da queda de seu governo, em novembro de 2000, quando Fujimori fugiu para o Japão.

O ex-presidente chegou de surpresa ao Chile em 6 de novembro passado, quando colocou fim aos cinco anos de exílio no Japão, depois de renunciar ao cargo. Da Capital chilena - onde chegou na madrugada de 7 de novembro - Fujimori pensava em voltar a seu país, mas foi detido horas depois de sua chegada, a pedido do governo peruano.