A DIG de Botucatu foi informada sobre o plano de seqüestro há cerca de uma semana. Assim que confirmou o interesse da quadrilha, comunicou as vítimas da necessidade de reforçarem a segurança pessoal. A única característica comum entre os alvos está o fato de serem membros de famílias abastadas.
No entanto, a polícia indica outro ponto que teria favorecido a inclusão do empresário de Botucatu na lista de seqüestráveis. A empresa dele está localizada numa região que favoreceria a fuga do bando.
O caso continuará sendo investigado em inquérito policial instaurado pela DIG. Além de Thomaz, os três mentores do plano serão indiciados por formação de quadrilha. A pena é de um a três anos, podendo dobrar em caso de grupo armado.
A reportagem fez contato com a Secretaria de Segurança Pública para apurar como os aparelhos celulares entraram nas cadeias públicas e quais medidas serão adotadas a partir da ação policial. Mas até o fechamento da edição, não recebeu resposta.
Já a assessoria de imprensa da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou apenas que a apuração de crimes dentro e fora do presídio é de responsabilidade da polícia. Esclareceu ainda que a SAP, quando oficialmente comunicada de atos criminosos em suas unidades, interage com a polícia para a apuração do fato.
Se forcomprovado vínculo do preso citado com a ação criminosa, ele responderá tanto criminal quanto administrativamente (falta disciplinar por portar objeto não permitido), acrescenta o órgão. De acordo com ele, os aparelhos celulares encontrados em revistas são encaminhados para perícia.