08 de julho de 2026
Saúde

Campanha quer alertar sobre o risco dos abusos do álcool nos dias de folia

Agência Saúde
| Tempo de leitura: 3 min

O Carnaval evoca alegria, prazer, relaxamento e, principalmente, liberação. Muitas pessoas associam essas sensações ao consumo de bebidas alcoólicas. Mas as estatísticas demonstram que, na realidade, a ingestão de álcool se relaciona diretamente à incidência de acidentes de trânsito e à ocorrência de brigas e atos de violência.

Além disso, as pessoas, quando embriagadas, correm mais perigo de se envolver em situações de risco, como o sexo desprotegido. Por isso, durante a festa popular, o Ministério da Saúde, em parceria com as secretarias estaduais e municipais de Saúde, vai promover, por meio da campanha Pratique Saúde, a distribuição de 1 milhão de folhetos educativos que alertam para os abusos do álcool.

Os folhetos trazem três conteúdos básicos. O primeiro trata da questão do álcool e trânsito - associação que os especialistas consideram um grave problema de saúde pública.

“Segundo dados da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, 33 mil brasileiros morrem vítimas do trânsito todo ano e 53% destes acidentes se relacionam ao consumo de álcool por parte do motorista. No caso de atropelamentos, metade das vítimas se encontrava sob o efeito de bebidas alcoólicas. Essas mortes são evitáveis”, assinala o coordenador. Todo esse risco aumenta no período do Carnaval, quando as pessoas tendem a beber mais.

Jovens mais vulneráveis

Outra linha adotada dentro do material do Ministério da Saúde é lembrar o folião sobre a possibilidade em aproveitar tudo o que o carnaval tem de bom, sem beber em excesso. A necessidade de se tratar do tema surgiu a partir dos números fornecidos pelos serviços postos à disposição dos foliões pelas secretarias de Saúde: 80% dos atendimentos são para socorrer pessoas intoxicadas. As conseqüências da intoxicação aguda por álcool variam de uma simples ressaca até o coma alcoólico, com a perda da consciência e grave risco para a vida.

Cerca de 70% dos pacientes atendidos por excesso de álcool são jovens. Isso acontece porque vêem no Carnaval uma oportunidade para exagerar no consumo de bebidas, se liberar, ou mesmo se afirmar perante o grupo.

Isso tudo expõe os jovens a maior número de acidentes, brigas e sexo sem proteção - terceira vertente de trabalho do ministério. “O álcool desperta a sensação de onipotência. Por isso, as pessoas tendem a se descuidar. Não somos proibitivos em nossa campanha. Enfatizamos que os foliões podem beber, mas de modo seguro, sem cometer excessos, para que não se metam em confusão”, explica Pedro Gabriel.

O folheto que será distribuído pelo Ministério da Saúde explica também que bebidas, como a cerveja, erroneamente associadas à saciedade da sede agem justamente ao contrário.

Toda bebida alcoólica desidrata. Para evitar a embriaguez, recomenda-se que o folião coma regularmente - a cada três horas - e dê preferência a alimentos leves, como frutas e saladas, para não sobrecarregar o aparelho digestivo. As pessoas devem também intercalar o consumo da bebida com água (preferencialmente), sucos ou refrigerantes, para repor a perda de líquidos no corpo.