A ex-prefeita de São Paulo e pré-candidata ao governo do Estado pelo PT, Marta Suplicy, afirmou ontem que o desenvolvimento regional é o principal desafio para o governo do Estado e defendeu a formação de consórcio regional como a saída para os municípios de pequeno porte resolverem o problema da coleta e destinação do lixo.
Segundo Marta, São Paulo possui problemas sérios em diversas áreas, como saúde, educação e segurança pública, porém o desenvolvimento da economia regional é um dos maiores desafios. “Tenho percorrido o Estado e tenho percebido, com surpresa, que a situação é bastante grave”, frisou.
Os principais motivos que barraram o desenvolvimento regional, segundo ela, foram a proliferação dos pedágios nas rodovias estaduais e a situação das penitenciárias. “Além disso, nós precisamos priorizar a saúde, que está muito a desejar, a educação que é muito mais factóide do que realidade, mas principalmente o planejamento econômico das regiões”, ressaltou.
Mas entre os pontos que podem ser aproveitados no programa de governo a ser elaborado pela sua equipe para a campanha eleitoral está a formação de consórcios entre os municípios. Um dos tópicos principais neste aspecto é a questão do lixo.
Segundo Marta Suplicy, em municípios de pequeno porte, os prefeitos se queixam muito do problema de destinação do lixo. “Um município com cinco mil habitantes não vai resolver sozinho o problema do lixo. Agora, com o consórcio e dotação orçamentária vai resolver”, salientou.
Marta Suplicy comentou ainda as pesquisas de intenção de voto realizadas pelo Ibope, que a colocam com 26% da preferência do eleitorado, contra 20% do ex-governador Orestes Quércia (PMDB). Para ela os números mostram apenas o momento atual e não podem servir de base para as eleições, já que o quadro ainda não está definido.
A petista minimizou o fato dos pré-candidatos tucanos aparecerem mal nas pesquisas. Para ela, quando o PSDB definir quem será o candidato, deve haver mudança nos números. “Não tenho dúvida que eles chegarão a dois dígitos rapidamente”, disse.
A ex-prefeita da Capital afirmou ainda que a vantagem na pesquisa a deixa em posição mais confortável que o outro pré-candidato petista, senador Aloizio Mercadante, que aparece com 14% das intenções de voto, atrás de Quércia. “Essa vantagem mostra que a bagagem no Executivo tem um peso, porque o crescimento foi na medida em que as pessoas tiveram mais informação”, disse, destacando que foi derrotada nas eleições municipais para um adversário que tinha sido candidato à presidência.
Marta negou eventual apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao senador Aloizio Mercadante, nas prévias do partido, que decidirão quem será o candidato ao governo. “Ele (Lula) faz o papel de presidente e aguarda o resultado da prévia para se engajar na campanha em São Paulo”, comentou.