10 de julho de 2026
Regional

Denunciante falta e CEI adia depoimento em Pederneiras

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Pederneiras – A abertura dos trabalhos da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que irá apurar suposto favorecimento da Prefeitura de Pederneiras (26 quilômetros de Bauru) a proprietários rurais em troca de apoio político foi adiada para a próxima segunda-feira.

O ponta-pé inicial deve ser o depoimento do ex-funcionário público municipal Antenor Raimundo, que foi quem apresentou a denúncia. Ele é o primeiro convocado a depor na CEI. As investigações devem se concentrar nas informações que serão passadas por ele.

Raimundo havia sido convocado a comparecer à Câmara na noite de anteontem, quando começaria o trabalho de investigação. No entanto, ele não apareceu. Quem esteve presente foi o advogado dele, que apresentou um atestado médico para justificar a ausência do depoente.

Diante do imprevisto, os integrantes da CEI decidiram adiar o depoimento do ex-servidor para a próxima segunda-feira, às 19h30, na Câmara. Participam do trabalho de investigação os vereadores Miguel Rosante Alba (PPS), Mário Moreno Rodrigues (PSDB), Edilson Domingues de Paula (PSDB), Juarez Solana de Freitas (PV) e Marcelo Aparecido da Silva (PL). Alba é o presidente da CEI e Rodrigues, relator.

De acordo com as denúncias feitas por Raimundo, a prefeitura teria cedido máquinas para atender a interesses de alguns proprietários de imóveis rurais como forma de agradecimento pelo apoio político que a atual administração supostamente teria recebido durante a campanha eleitoral de 2004.

A prefeita Ivana Bertolini Camarinha (PV) nega qualquer favorecimento. Segundo ela, existe recibo na prefeitura que comprova o pagamento pelos serviços realizados.

Foi aberta uma sindicância interna na prefeitura para apurar as denúncias, mas Raimundo também não compareceu ao depoimento. “Ele foi convocado e faltou. Agora, nós vamos convocar de novo. Se ele não aparecer, vamos encaminhar o caso para o Ministério Público”, comenta a prefeita.

Na opinião dela, a denuncia do ex-servidor é uma “tentativa de armação política e revanchismo de adversários partidários, que perderam as eleições em 2004”. Raimundo, por sua vez, diz que tem provas da acusação e sabe quais foram as horas trabalhadas e quem executou o serviço.