09 de julho de 2026
Regional

Barra Bonita terá cinema popular

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Barra Bonita – A exemplo do que aconteceu com outros cinemas da região, o de Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru) também fechou as portas. O último filme foi exibido na quinta-feira da semana passada. Agora, a cidade ficará sem sala de exibição até o fim deste ano, quando está prevista a inauguração de um cinema popular.

Segundo explicou o presidente da Associação Cultural de Barra Bonita, Paulo Sérgio Salvi, a cidade foi incluída em um projeto que tem entre seus propósitos construir 61 novas salas de cinema no Estado. A diferença em relação às salas convencionais é que a transmissão dos filmes será feita via satélite.

Ou seja, todas as 61 salas exibirão simultaneamente o mesmo filme. Com isso, o custo para manter o cinema em operação será bem menor. Com a aquisição de apenas uma fita, o filme será exibido em 61 salas diferentes no mesmo dia e horário.

O local onde deverá ser construído o novo cinema de Barra Bonita já foi escolhido. Trata-se de um terreno da prefeitura, cuja localização está sendo mantida em sigilo, segundo informou o presidente da Associação Cultural. No entanto, antes do terreno ser cedido para a empresa responsável pela administração do cinema, a Câmara Municipal precisa aprovar projeto de lei autorizando a cessão. O assunto deverá entrar em pauta daqui a duas semanas.

As 61 salas deverão ser financiadas por recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A empresa responsável terá até o dia 30 de dezembro deste ano para entregar a obra pronta.

Até lá, os cinéfilos de Barra Bonita terão de viajar até Jaú, Bauru ou alguma outra cidade mais distante para acompanhar o lançamento de filmes.

A sala de exibição funcionava dentro do teatro, o que inviabilizava apresentações de peças nos fins de semana, quando a participação do público normalmente é maior. Essa situação vigorou por seis anos. “Agora, o teatro volta a ser o que era”, comemora Valtier dos Santos, responsável pelo setor.

Ele conta que o teatro só podia utilizar a sala três dias durante a semana. Essa restrição, segundo Santos, inviabilizou apresentações de grandes espetáculos. Normalmente, o público é maior nos fins de semana, quando a sala era ocupada pelo cinema. Isso fez com que as apresentações se restringissem às peças locais ou regionais. Mesmo agora, com o teatro totalmente liberado, as apresentações não devem mudar de perfil, por enquanto.

Segundo Santos, o prédio está danificado e precisa ser reformado. Dentro de duas semanas, deve estar concluído um levantamento sobre os reparos que precisam ser feitos e quem pagará por eles. A dívida deverá ser repartida entre a prefeitura e empresa que administrava o cinema.