11 de julho de 2026
Polícia

Motorista salta do carro ao ver que iria bater em trem na av. José Martha

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Uma colisão entre uma locomotiva e um veículo Gol ocorrida na passagem de nível da avenida Comendador José da Silva Martha, na manhã de ontem em Bauru, suscitou uma questão que já foi discutida juridicamente pela prefeitura e a Novoeste: a falta de cancela nos trechos que a linha férrea corta vias públicas. A colisão entre o carro e o trem, por incrível que pareça, não provocou feridos graves. A condutora do Gol placas CZU 9059, a fonoaudióloga Cláudia Fernanda Puls Schubert, 40 anos, conseguiu saltar do veículo antes dele bater no trem e cair em uma valeta.

O acidente aconteceu por volta das 11h10. Duas locomotivas que puxavam 65 vagões para transporte de combustíveis, que estavam vazios, seguiam de Bauru para Replan, terminal localizado na região de Campinas. Ao passar pela avenida Comendador José da Silva Martha, a composição abalroou o Gol, que seguia do Jardim Estoril para a região do Recinto Mello Moraes.

Com o impacto, o Gol caiu em uma valeta. Porém a condutora, segundo informações da polícia, saltou antes do trem atingir o veículo. Ela sofreu ferimentos leves e estava internada no Hospital Beneficência Portuguesa, em observação.

Para o maquinista Carlos Alberto de Souza, que conduzia a locomotiva, não havia chance de frear o trem diante do aparecimento inesperado do carro à sua frente.

“Aqui nós transitamos numa velocidade entre 5 e 10 quilômetros por hora. Mesmo assim, não dá para brecar bruscamente, caso contrário teremos um efeito sanfona”, comenta.

Souza frisa que tentou evitar a colisão. “Eu estava buzinando. Ela (condutora do Gol) percebeu que os carros estavam parados - tinha uma fila de veículos -, mas ultrapassou sem perceber que a locomotiva já estava muito perto”, afirma o maquinista.

De acordo com o subtenente José Alves Silveira, oficial de área do Corpo de Bombeiros, que esteve no local, a condutora do carro teve raciocínio rápido. “Ela saltou antes do carro ser atingido”, frisa.

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Duplicação da avenida

No trecho em que ocorreu o acidente entre o trem e um Gol ontem, a avenida Comendador José da Silva Martha não é duplicada. A conclusão da obra depende de uma série de providências e ainda não tem data prevista para ser executada, segundo o secretário de Obras, Leandro Joaquim.

Ele conta que o projeto de duplicação está pronto, porém depende de desapropriações e recursos. “Vamos ter que mexer na rotatória e fazer 300 metros de duplicação no Jardim Estoril. Ainda dependemos da duplicação da avenida José Vicente Aiello, que dá acesso ao Parque das Nações e Parque Viaduto”, comenta.

O sargento Aparecido Bento, comandante interino da Base de Trânsito da Polícia Militar, reforça que a Comendador José da Silva Martha deve ser duplicada em função do grande fluxo de veículos.

“Os inúmeros residenciais construídos, clubes e chácaras fizeram com que o fluxo de veículos aumentasse muito, especialmente das 7h às 9h, das 11h às 13h e das 17h às 19h. Daria mais fluidez ao trânsito”, comenta.