Bauru poderá contar com uma sede regional do Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo. Segundo o presidente da entidade, Cid Célio Carvalhaes, a cidade reúne um grande número de unidades de saúde, além de despontar como um pólo médico com a importância do Centrinho e a projeção do Instituto Branemark. “É um local de desenvolvimento significativo e o sindicato tem que estar presente”, aponta Carvalhaes.
Com a regional, o sindicato pretende uma congregação maior da classe. “Além disso, teríamos uma interação maior com a região”, observa o dirigente. A proposta foi feita para a classe médica ontem, durante a visita de Carvalhaes a Bauru. Na noite de ontem. Ele ministrou uma palestra na Casa do Médico para cerca de 45 profissionais. Além da abertura da regional, o evento abordou toda a carreira na medicina, desde a formação do profissional, até as condições do exercício clínico no Brasil.
Há quase 10 anos Bauru não conta com uma delegacia regional do sindicato. Segundo o médico Adriano Fernandes, presidente da Associação Paulista de Medicina (APM) em Bauru, a proposta de reativar a entidade foi bem aceita. “Mesmo que aborde os problemas de forma diferente da APM, a delegacia tratará dos mesmos interesses. É uma convergência de forças”, analisa. Agora, a iniciativa será oficializada e a delegacia poderá ser reativada e a previsão é de que funcionará na Casa do Médico.
Entre as dificuldades atuais da profissão, Carvalhaes apontou, entre outros problemas, o aumento do número de profissionais com deficiências técnicas devido à quantidade de faculdades que não oferecem formação adequada. A palestra também abordou o acesso dos recém-formados à prática da residência, a inserção no mercado de trabalho e a relação dos profissionais com os planos de saúde.
Em entrevista ao Jornal da Cidade, Carvalhaes criticou a má remuneração do médico que atua na rede pública de saúde. “Desconheço a realidade de Bauru, mas muitas prefeituras tem aberto processos de seleção oferecendo salários baixos e com exigências descabidas para o valor.
Quando não aparecem profissionais para assumir a vaga, utilizam isso como motivo para assinar contratos suspeitos com prestadoras de serviço”, aponta.