Andando por Bauru, é fácil perceber que a maioria da população não tem computador e acesso à rede. Aliás muitos desconhecem a Internet. No entanto, para quem tem interesse no assunto, Bauru oferece alguns locais onde é possível ter acesso gratuito a este meio de comunicação.
O Serviço Social do Comércio (Sesc), por exemplo, tem 16 computadores à disposição da população. No entanto, para poder utilizar o serviço, é preciso se cadastrar. “A intenção do Sesc, no início, era liberar o acesso para todos, mas como a demanda é muito grande, tivemos que limitar aos sócios. Todos os dias, em todos os horários, temos todos computadores ocupados e outros usuários aguardando para utilizar o serviço”, diz Paulo Araújo, coordenador da sala de Internet.
Como é costume no Sesc, a sala onde ficam os computadores dispõe de outros serviços que visam a promoção cultural, como duas telas de plasma com transmissão de tevê a cabo, espaço para exposição de fotografias, pinturas e desenhos e, às vezes, até disc-jóquei (DJ).
Araújo controla o horário de chegada dos usuários para garantir que todos utilizem o serviço por 30 minutos – tempo de acesso a que os usuários têm direito. “A mesma pessoa pode usar até duas vezes caso não tenham outros sócios aguardando. Se houverem outras pessoas, basta entrar na ‘fila’ e esperar a vez”, explica.
A estudante Marcela Sousa Soares, 9 anos, conta que tem computador com acesso discado à Internet em casa, mas que utiliza o serviço no Sesc, pois sua mãe controla a conta de telefone. “Em casa só uso no final de semana, porque minha mãe diz que fica muito caro usar durante a semana”, afirma.
Outro local que dispõe de acesso gratuito à Internet é a Oficina Cultural Regional “Glauco Pinto de Moraes”, através do programa Acessa São Paulo. Mas, nesse caso, o uso é liberado para toda a comunidade, bastando fazer um cadastro simples. Para jovens entre 11 e 16 anos, é preciso estar acompanhado do pai ou da mãe. Estes devem apresentar carteira de identidade (RG) e CIC, comprovante de residência e RG escolar do menor. Maiores de 16 anos podem fazer o cadastro sozinhos, apresentando CIC, RG e comprovante de residência.
A Oficina Cultural tem dez computadores, sendo oito para uso da população, um para o provedor e outro onde fica o monitor da sala. Cada pessoa tem direito a acessos de 30 minutos, podendo utilizar outras vezes, ilimitadamente, desde que não hajam outros usuários aguardando.
De acordo com a produtora cultural responsável pelo acesso à Internet na Oficina Cultural, Adriana Colovan, a maioria das pessoas que buscam o acesso no local não têm computador em casa. “Temos desde crianças até pessoas da terceira idade, mas os homens jovens com certeza são maioria”, afirma.
Apesar da infra-estrutura pequena - dois computadores - os Correios e Telégrafos da praça Dom Pedro II também oferece o serviço para a população sem burocracia. O acesso, que tem duração de 15 minutos, é feito a partir da introdução de um cartão com um código na máquina. Não é preciso apresentar documentação alguma para utilizar o serviço. É só retirar um cartão no local e aguardar a vez caso o computador esteja ocupado. “Muitos jovens acessam a Internet aqui, mas também há muitas pessoas que verificam resultados de concursos ou buscam notícias jornalísticas”, comenta Sandro Caldeira, responsável pela comunicação dos Correios em Bauru.