11 de julho de 2026
Regional

Recuperar 6 cidades castigadas pela chuva custará R$ 8 milhões

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 3 min

Os moradores das cidades da região atingidas pela chuva do dia 12 de fevereiro - que isolou cidades, derrubou pontes e causou desabastecimento de água e luz - ainda sofrem para voltar à rotina que tinham antes. Quase 20 dias após a forte chuva, municípios ainda reconstróem, provisoriamente, pontes de acesso às vias principais e às estradas rurais. As prefeituras de Borebi, Cabrália Paulista, Duartina, Lençóis Paulista, Paulistânia e Piratininga calculam que os prejuízos com os estragos ultrapassem R$ 8 milhões. Por isso, os prefeitos requisitaram ao governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria de Defesa Civil, um convênio para a reconstrução da infra-estrutura das cidades, principalmente de pontes e recuperação de estradas.

Na semana passada, os prefeitos dos seis municípios estiveram na Capital do Estado e entregaram provas documentais dos estragos. Agora, aguardam decisão do governador Geraldo Alckmin, que deve ser divulgada nos próximos dias.

A diretora da divisão de comunicação social da Defesa Civil do Estado de São Paulo, Tânia Mara Saturi Borges Lima, explicou que, se o convênio for mesmo firmado - o que ainda não está confirmado - o governo do Estado, como normalmente acontece, pode entrar com 80% dos recursos e os municípios com os 20% restantes.

O prazo médio para a resposta ao pedido das prefeituras é de 15 a 20 dias, ou seja, no final de março. “Embora a reconstrução de pontes seja considerada uma situação de urgência, não configura-se uma emergência”, diz. Logo depois da chuva, o órgão atuou nos seis municípios fazendo doação de cestas básicas, entrega de cobertores e kits de limpeza para as famílias.

Lima também explicou que os documentos das prefeituras entregues à Defesa Civil homologa a situação de emergência, na qual o poder executivo de cada município poderá remanejar verbas de outras secretarias, além da de Obras, para a reconstrução da cidade. “Em alguns casos, as prefeituras ficam isentas da necessidade de licitação pública para realizar obras de reconstrução de pontes, por exemplo. Essa homologação tem o objetivo de facilitar a burocracia em um momento de emergência”, explica.

Mesmo com menos burocracia, as prefeituras precisarão de tempo e verbas para refazer as pontes e readequar as estradas rurais. O prefeito de Lençóis Paulista, José Antonio Marise, calcula um prejuízo de R$ 3,8 milhões causado pelo rompimento de barragens na zona rural de Borebi. O valor e a documentação de avaliação dos danos já foram enviadas ao órgão do governo federal, que coordena o Sistema Nacional de Defesa Civil. No município, foram afetados dez bairros, a região central da cidade, o bairro rural de Alfredo Guedes e sete fazendas na zona rural. A agricultura apresentou a maior perda (R$ 1,9 milhão), seguida dos danos às residências (R$ 1 milhão) e a estação de tratamento de água (R$ 505 mil).

Em Paulistânia, o prefeito Hélio José Ferreira do Nascimento estima que sejam necessários pelo menos R$ 1 milhão para recuperar as 14 pontes prejudicadas. Já em Duartina, a reconstrução de pontes da zona rural custará, aproximadamente, R$ 300 mil. A chuva também deixou a população assustada com a força da enxurrada. A perspectiva é que sejam necessários pelo menos três meses para que a vida dos moradores dos seis municípios envolvidos volte à normalidade.