• Mandato tampão
Os pefelistas de Bauru já indicam que vão tentar aproveitar ao máximo a passagem de Cláudio Lembo, atual vice-governador, pelo governo para tentar ter resultados políticos na região. Lembo deve assumir no lugar de Geraldo Alckmin (PSDB), que tem confirmado que deixa o governo no final deste mês para disputar as eleições deste ano.
• Nome do aeroporto
O presidente municipal do PFL, Dudu Ranieri, discutiu em reunião realizada ontem que o partido interceda junto ao futuro governador para rebatizar o aeroporto em construção entre Bauru e Arealva. O PFL levanta que o aviador João Ribeiro de Barros não poderia ter seu nome indicado para a obra porque a legislação impediria a duplicidade em homenagens do gênero.
• Fundo do esgoto
Mas o prato mais quente e polêmico a ser digerido pelos pefelistas de Bauru é o apoio que o vereador da legenda, Paulo Eduardo Martins Neto, está dando à criação do fundo de tratamento de esgoto, com a majoração da tarifa para financiar as obras de saneamento dos atuais 60% para 100%. O partido precisa se posicionar também em relação às suas divergências de postura internas.
• Na caneta
O vereador Marcelo Borges (PSDB) chegou a defender, nos bastidores, emenda ao projeto do fundo de esgoto. As modificações garantiriam a criação do fundo, mas com uma substancial diferença. A majoração da tarifa para financiar o custo do tratamento teria que ser realizada por decreto pelo prefeito.
• Por decreto
Aliás, o prefeito Tuga Angerami pode, se quiser, elevar a receita anual do DAE por decreto, destacando percentual específico para continuar financiando as obras do tratamento de esgoto. Isso foi feito, na prática, em 2005, com a elevação das contas de consumo de água em 17,89%. O DAE utilizou parte dos recursos adicionais e realizou a meta de 10 quilômetros de rede de interceptores. Falta decidir, agora, quanto será a meta deste ano.
• Nova tarifa?
Exatamente por este e outros fatores é que o governo municipal já se prepara para discutir, neste mês, novo aumento das contas de água. O DAE está montando as planilhas sempre nesta época do ano para solicitar o reajuste ao prefeito, baseado, normalmente, em aumento de insumos ao longo do exercício, como energia elétrica.
• Licitação do lixo
Passou despercebido para alguns setores que o edital de licitação do lixo retirou a exigência de construção de novo aterro sanitário, com a operação do atual sendo mantida nas mãos da Emdurb. O equipamento esterilizador de lixo hospitalar também não foi incluído como exigência no edital publicado ontem no Diário Oficial de Bauru (DOB), ainda que resumidamente. Agora é aguardar os interessados até 17 de abril.
• Varrição de ruas
Outra alteração no edital de licitação está nos serviços de varrição de ruas. Ao invés da cobertura atual de 1.200 metros de limpeza em vias públicas, a Emdurb está oferecendo o serviço para até 2.500 metros de extensão para a iniciativa privada. A medida amplia a perspectiva de limpeza em avenidas antes não alcançadas pelas vassouras, como Getúlio Vargas e Otávio Pinheiro Brisola, mas o problema a ser questionando continuará sendo o mecanismo de aferição e controle das medições. Este é um típico contrato em que se pode ganhar muito com pouco pó tirado das ruas se a gestão de controle não funcionar.