08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Apoio às irregularidades


| Tempo de leitura: 3 min

Parece que nosso governo, em todas as suas esferas (federal, estadual e municipal), está muito longe de desempenhar o papel que realmente lhe cabe. Uma máquina “honerosa” e de pouca serventia.

Antes eu me perguntava qual seria pior: “o governo ou o povo?” Hoje, após muita reflexão e diálogos com pessoas mais esclarecidas, a conclusão é unanime: “sem dúvidas, o povo!”.

Aquele que hoje está ou faz parte do governo já foi um integrante da população, eleito pela mesma, e se nada muda, é porque este povo repete sua escolha em vindouras eleições. Destas esferas governamentais, a mais próxima do “povo” é a municipal. Vereadores e prefeitos, pessoas mais acessíveis à população. E para estes vai aqui a minha opinião quanto à regularização de mais 42 (acho que é isso) pontos de vendedores ambulantes (camelôs) em nosso município.

Sabemos que este tipo de comércio só prejudica a comunidade como um todo. Quase todas as mercadorias são origem de “contrabando”. Mercadorias “pirateadas” que lesam o consumidor, que nada recolhem de impostos. Um comércio que, segundo informações obtidas junto a fiscais da prefeitura de nosso município, é tolerado apenas pelo fato de não desempregar estes “coitados” que dependem disto para sobreviver. Baboseira! Pura tolice e mentira! Se partirmos deste princípio, deveremos lutar para a regularização da “prostituição”, do comércio das “drogas”, do “jogodo bicho”etc. Afinal de contas, muitos “coitados” também sobrevivem disto.

A grande verdade é que existe por trás disto um cartel. Concordo que o “vendedor ambulante” pode até ser um “coitado”, mas saibam que por trás deles existe um “patrão”. Um fornecedor que cuida para a continuidade deste comércio. Por trás deste “patrão” existe a conivência de funcionários municipais, que ao invés de repreender esta ação, fazem vistas grossas, pois com certeza, de uma forma ou de outra, devem levar alguma vantagem.

Depois vem os vereadores, que nada fazem. Ou estão também lucrando com isto ou não querem manchar sua imagem ante uma parcela de nossa população, seus eleitores. Neste tipo de comércio, tudo está errado, partindo desde suas instalações, que prejudicam os transeuntes de nosso comércio pelas calçadas que lhe são de direito, ou seja, dos “camelôs” tudo deve ser tolerado. Esta informalidade chega a menosprezar a inteligência e dignidade do cidadão que trabalha dentro de normas regulamentadas por lei.

Está na hora de nosso poder municipal, vereadores, fiscais, Policia Civil e até mesmo a Receita Federal (como se diz num quadro de programa humorístico), “mexerem estes traseiros gordos” e fazerem alguma coisa para que se cumpra a lei em sua integridade e moral.

Quanto ao desemprego destes “coitados”, lembrem-se de que uma grande empresa fechou suas portas em nosso município, desempregando quase duas centenas de pessoas diretamente, nem por isso a prefeitura se compadeceu e arrumou empregos para estes e tampouco estão preocupados com isso. Deve ser criado em nosso município um local adequado para estes vendedores e que neste sejam comercializadas mercadorias “legais”, e não essa porcaria que enriquece alguns “espertinhos”. Aos que se sentirem ofendidos só me resta dizer: “É meu amigo, a verdade dói e ofende aos maus elementos que neste caso se encaixam”.

Maurício José Magnani