Começa hoje, em todas as unidades básicas de saúde de Bauru e região, a aplicação da vacina contra o rotavírus, que agora entra no calendário de imunização das crianças. A doença provoca diarréia em crianças abaixo de 1 ano de idade, principalmente no inverno, quando os pronto-socorros pediátricos sofrem sua maior demanda.
A Secretaria do Estado da Saúde enviou 2.700 doses da vacina contra o rotavírus à Direção Regional de Saúde –10 (DIR-10), que compreende Bauru e mais 37 cidades da região. A estimativa é que a remessa seja suficiente para a demanda de dois meses.
Para ficarem imune ao rotavírus, as crianças precisam tomar duas doses da vacina. A primeira deve ser aplicada em crianças com 2 meses de idade (no máximo com 3 meses e 7 dias); a segunda dose em crianças com 4 meses de idade (no máximo com 5 meses e 15 dias). É de extrema importância respeitar espaço de pelo menos um mês entre cada dose.
“Mães e pais devem levar as crianças para mais uma vacinação. As doses contra o rotavírus entrarão no calendário a partir de segunda-feira e serão importantes para reduzir os casos da doença”, afirma Helena Sato, coordenadora de Imunização da Secretaria.
O novo imunizante é mais um avanço em saúde pública. Será introduzido no calendário de vacinação de todo o Brasil pelo Ministério da Saúde - serão disponibilizadas rotineiramente nos postos de saúde. Para as 645 cidades de São Paulo, a Secretaria de Estado da Saúde distribuiu, nesta primeira leva, 109 mil doses, para os dois meses iniciais.
O Instituto Butantan, órgão da Secretaria de Estado da Saúde, produzirá vacina contra rotavírus neste ano. A distribuição está prevista para 2007, por todo o Brasil, caso receba aprovação para comercialização. Isso será possível devido a convênio do Instituto com o National Institutte of Health (NIH), dos Estados Unidos.
Cerca de 135 milhões de crianças são infectadas pela doença anualmente em todo o mundo, das quais 600 mil morrem, a maioria nos países em desenvolvimento. A vacina que será oferecida à população a partir deste mês foi importada da Bélgica pelo Ministério da Saúde, que deve começar a comprar do Butantan em 2007.
Deverão ser produzidas 10 milhões de doses da nova vacina por ano no Butantan, o suficiente para cobrir toda demanda nacional. O excedente poderá ser vendido para outros países.