08 de julho de 2026
Nacional

Exército ainda ocupa morros no Rio

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Rio de Janeiro - Oito comunidades do Rio continuavam ocupadas pelo Exército ontem. Tropas de Brasília (DF) e Goiânia (GO) foram convocadas a ajudar na ação que pretende localizar os envolvidos no furto de dez fuzis FAL calibre 762 e uma pistola de um quartel em São Cristóvão (zona norte da cidade).

Com base em mandados judiciais, os militares fazem buscas e revistas nos morros da Providência, Jardim América, Jacarezinho, Manguinhos, Vila dos Pinheiros, Caju e Dendê, além do complexo do Alemão, que foi ocupado horas após o crime, na última sexta-feira.

Os militares só deverão deixar os morros após a recuperação das armas, de acordo com nota enviada à imprensa pelo Comando Militar do Leste. Um helicóptero e mais de 600 homens das Forças Armadas e da Polícia Militar ajudam nas operações. “Usaremos todos os meios necessários, pelo prazo que for preciso, para recuperar o armamento subtraído do Estabelecimento Central de Transportes (ECT). Só vamos encerrar quando estivermos com as armas de volta”, afirmou anteontem o coronel José Guimarães Barreto.

Um Inquérito Policial Militar foi instaurado, a pedido do Comando do Exército, para investigar o roubo. Ele deverá ser acompanhado por um promotor do Ministério Público Militar e pelas polícias Militar e Civil. Há suspeitas de que membros ou ex-membros do Exército tenham participado da ação.

Roubo

O crime ocorreu por volta das 3h50 de sexta-feira. Sete criminosos vestindo roupas camufladas e toucas-ninjas invadiram o ECT pela parte de trás e seguiram para o Corpo de Guardas, onde renderam parte dos cerca de dez homens que descansavam à espera de seus plantões. Pelo menos três guardas foram agredidos.

O grupo, então, arrombou armários e fugiu - pela porta da frente - levando os fuzis e a pistola. Os guardas que foram rendidos ocupam postos de guarda do quartel.

Eles se reúnem em trios e se revezam em turnos de duas horas de vigilância por quatro de descanso. O coronel Fernando Lemos, também do Comando Militar do Leste, disse que o Exército não sabe como os criminosos entraram no quartel - que é cercado por arame farpado em todo o perímetro - sem serem percebidos nos postos de guarda. “Só é possível entrar pelos portões.” Durante o inquérito, imagens gravadas pelo circuito interno de câmeras da instalação devem ser analisadas.