O atendimento prestado pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) balizou de modo negativo a última reunião do Conselho Municipal de Saúde. A entidade expôs queixas de usuários quanto à demora no serviço prestado.
O cerne do problema seria a relação de perguntas utilizada como pré-requisito para a liberação das viaturas. Para o coordenador do conselho, Cláudio da Silva Gomes, muitas pessoas não conseguem responder ao questionário por não entender a formulação das perguntas ou por não dispor de conhecimento técnico para tanto.
“Uma vez um homem passou mal no terminal rodoviário. Caiu e começou a babar. Ligamos para o Samu e disseram que não poderiam atender porque recebem muitos trotes da rodoviária. Depois, num segundo momento, passaram para o médico, que queria saber o diagnóstico. Só faltou pedir a receita. Vieram quando ameaçamos ligar para a imprensa”, diz um dos reclamantes.
Eventuais falhas não estão descartadas pelo o coordenador do Samu, José Roberto Berber, segundo quem o serviço recebe ao ano 117 mil chamadas, além de remover para atendimento médico 35 mil usuários. “São 90 pessoas trabalhando. Pode haver falha. Podemos atender 60 mil pessoas bem e uma não, que vão se apegar isso”, avalia.
Berber informa que, nos casos de urgência e emergência, o tempo médio de atedimento é cronometrado e varia, em média, entre cinco e seis minutos. Em bairros muitos distantes, transcorrem até 12 minutos entre a chamada e o atendimento. “Mas tem o que chamamos de atendimento social, quando a pessoa precisa apenas de transporte”, esclarece.
Neste caso, o interessado será de respeitar um cronograma. O procedimento segue protocolo do Ministério da Saúde, acrescenta o diretor da Unidade de Urgência e Emergência, Aigiro Kamada. “As perguntas são necessárias (para evitar que as ambulâncias façam viagens desnecessárias). A pessoa não tem que dar o diagnóstico, mas informar de modo objetivo o que está observando”, informa.
Frente a eventuais problemas, as queixas devem ser registradas por escrito para que a coordenação do Samu possa fazer as apurações necessárias. O serviço dispõe de quatro viaturas uma está em manutenção.