Sou realmente um ser humano privilegiado. Ao meu lado sempre estiveram mulheres fortes, de temperamentos batalhadores e de valores inestimáveis. Verdadeiras guerreiras demonstrando ao longo da vida que tudo vale a pena.
Minha mãe, Marthe, é o símbolo da mulher guerreira, que criou cinco filhos ao lado do marido e nos conduziu por cinco continentes sem nunca ter nos mostrado o mínimo grau de fragilidade. Minha irmã Beatrice, a delegada de polícia mais linha dura que conheço, e minha grande e jovem filha Andréa, que em fevereiro passou pelo mais alto grau de suplício e barbárie e sobreviveu destemida, mostrando sua garra, força e coragem, que poucos seres humanos poderiam ter perante a vida.
Mas, além dessas mulheres por quem eu daria minha própria vida, eu sou muito privilegiada por ter amigas valorosas e verdadeiras. Deus sempre me permitiu conviver com mulheres de brio, coragem, que nunca exitaram em “segurar o touro à unha” e nunca temeram a vida como ela se apresenta. Mulheres que criaram suas famílias, são pai e mãe, profissionais de primeira, provedoras neste mundo competitivo e cão, sem perder a ternura.
Essas mulheres são realmente o esteio e o amparo através do qual encontro meu equilíbrio emocional: minha mãe, minha irmã e minha filha e minhas amigas/irmãs Malu Muller, Alzira Garcia, Bete Ubeda, Edinéia Cucci e Marisol Andrade e minhas noras Débora e Alessana.
São mulheres que, no dia-a-dia, demonstram que a vida é possível e bonita e que, se um dia o sol parar de brilhar, saberão encontrar uma maneira de fazer o mundo sobreviver.
Jacqueline Didier