10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Sempre a favor delas


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Considerada como deusa no início da jornada humana pela Terra, a mulher espera por melhoras na sua condição social. Apesar de todos os avanços conseguidos por ela a partir do fim da segunda guerra mundial (1945), sua situação social ainda é delicada em todas as sociedades, quer ocidentais ou do oriente.

Qualquer mulher, que por seus méritos e competência tenha chegado ao ápice da carreira e ocupe algum cargo de direção e grande responsabilidade em empresas de renome ganha de 20% a 30% a menos de salário e vantagens adicionais do que as mesmas pessoas em cargos semelhantes sendo homens.

Nas classes populares são as mulheres cada vez mais que sozinhas sustentam suas famílias e, quando têm um companheiro, este muitas vezes lhe inflige maus tratos e humilhações.

No Oriente, a situação feminina é mais delicada ainda, sendo a mulher vítima de costumes tribais arraigados que autorizam a tomada de medidas drásticas como violência física, estupros coletivos, mutilações e privação de liberdade. A ONU, preocupada com tais agressões contra a mulher, tem embaixadoras da condição feminina por todo o mundo, inclusive algumas celebridades de Hollywood, para combater tais costumes na África e na Ásia.

Algumas pessoas de religiões ou seitas admitem que a mulher tenha um tratamento aviltante devido à interpretação equivocada de seus textos sagrados ou postura de seus profetas, o que é inadmissível. O profeta Maomé, que teve quatro esposas e era amoroso com elas, não deixou nenhum escrito ou ensinamento que autorizasse os maus-tratos contra as mulheres. Jeová, quando da criação da mulher por uma costela de Adão, nos ensinou que ela deveria ser uma igual, pois, se quisesse que a mulher fosse inferior teria retirado uma parte dos pés do homem; se quisesse que ela fosse superior teria retirado uma parte da cabeça do homem, mas como quis que ela tivesse as mesmas condições e qualidades do homem, como uma igual apesar das diferenças, retirou um pedaço das costelas admitindo a igualdade em ações, potenciais, atitudes e respeito.

Como se vê, a submissão e os maus-tratos infringidos às mulheres não devem prosperar, sendo ato de covardia e de mando por parte de alguns homens e culturas. Enquanto essa situação mundial horrível não muda, devemos ser sempre a favor delas.

Fábio Paride Pallotta, professor de história do Colégio Fênix