10 de julho de 2026
Geral

Sindicato da categoria considera número pequeno, mas relevante

Lígia Ligabue
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Para Cid Célio Carvalhaes, presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo, o avanço do número de denúncias, não acompanha o crescimento do número de consultas realizadas a cada ano. Pelos cálculos do dirigente, no ano passado foram feitos 400 milhões de atendimentos médicos em São Paulo. “O número de denúncias aumenta se considerarmos os números absolutos, mas continua estável perto do crescimento do número de médicos e de consultas”, calcula. Mas o médico alerta: “É um número que não pode ser desprezado de forma alguma”, aponta.

Entre os fatores que contribuem para o aumento dos erros médicos, Carvalhaes denuncia a deficiência das faculdades. “Estão formando médicos despreparados”, sentencia. A precariedade das instalações, com equipamentos constantemente quebrados e a falta de insumos para um diagnóstico mais preciso, também são relacionadas pelo dirigente.

Outro fator apontado pelo médico é a disponibilidade de vagas. “Geralmente os centros possuem enormes filas para o atendimento. Nesses casos, se o médico realiza uma consulta rápida, dizem que foi atendimento precário. Se ele despende um tempo maior com o paciente, é criticado pela demora”, exemplifica.

Para o dirigente, o médico é um alvo fácil. “Quando o paciente se sente prejudicado, ele busca seus direitos. Mas se falta laboratório, a culpa é do médico. Se um funcionário atende mal, a culpa é do médico. Esse tipo de responsabilidade tem que ser esclarecida à população”, aponta Carvalhaes.