09 de julho de 2026
Nacional

Teto de creche desmorona e fere crianças

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Rio de Janeiro - Dezessete crianças, alunas da Creche Comunitária Santo Antônio da Prata, ficaram feridas, ontem às 10h, após o desabamento do telhado de uma sala da Igreja Santo Antônio da Prata, no bairro da Prata, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. As crianças, de um a cinco anos, brincavam no espaço na hora do acidente. Todas elas foram atendidas no Hospital da Posse. Três meninas sofreram traumatismo craniano, e as outras 14 crianças, ferimentos leves.

Marcia Alves dos Santos, 4 anos, foi submetida a uma operação para drenagem de um hematoma no crânio, que terminou às 15h30, e ficou sob observação no hospital. Jenifer Leusiane Vieira da Silva, 4 anos, foi transferida para o Hospital de Saracuruna, para ser atendida numa CTI infantil, não disponível no Hospital da Posse. Vitória Figueiredo Silva, 4 anos, foi liberada à noite.

O pai de Jenifer, Cleber da Silva Santana, 46 anos, afirmou que, durante os dois anos que a filha freqüenta a creche, nunca notou falhas na estrutura do telhado. “Não é hora de achar culpados. Sei que o estado da minha filha é grave, mas tenho fé que vá melhorar.” De acordo com moradores da Estrada Plinio Casado, endereço da creche, poucas pessoas estavam na rua.

Vendedor de uma loja próxima à igreja, Carlos Wagner Barbosa foi um dos primeiros que ajudaram a retirar as crianças dos escombros, antes da chegada dos bombeiros e das ambulâncias, junto com duas professoras e o padre Vilcilane Mourão, responsável pela igreja. “Logo que ouvi o barulho, corri para ajudar. Tinha bastante sangue no lugar,” declarou Barbosa.

Segundo ele, as ambulâncias levaram cerca de 40 minutos para chegar ao local. Assim que soube do acidente, o diretor do Hospital da Posse, Marcos Souza, mobilizou 50 funcionários para atender aos feridos. “Utilizamos a classificação de risco. As que aparentavam estado mais graves, foram atendidas primeiro.”

O engenheiro civil Viriato Augusto Neto, responsável pela perícia da Defesa Civil, investiga como causa do acidente o desgaste das madeiras que sustentavam o telhado da sala. A hipótese é que cupins tenham prejudicado a rigidez do material. “Como as madeiras estavam pintadas, a corrosão não era visível. Não acredito que o padre possa ser responsabilizado”, afirmou.

Os peritos da 58ª Delegacia de Polícia (Nova Iguaçu) acreditam que o desgaste foi causado pela água acumulada na calha da contrução, que servia de base para as tiras de madeira que sustentavam o teto. Os laudos definitivos estarão prontos em 30 dias.