Paris - O ex-professor que invadiu armado ontem uma escola pública na França e manteve mais de 20 pessoas reféns em uma sala de aula, entre elas alunos, se entregou para a polícia. As forças de segurança haviam cercado a área da escola Lycée Colbert de Torcy, em Sable sur Sarthe, na região de Le Mans, a cerca de 230 quilômetros ao sudeste de Paris.
O ex-professor de 33 anos e que está desempregado exigiu falar com a imprensa sobre suas dificuldades de conseguir um emprego, informaram autoridades francesas. Inicialmente as autoridades locais haviam informado que o homem mantinha 20 pessoas como reféns. Posteriormente, a polícia disse que o ex-professor prendeu 23 pessoas na escola, sendo ao menos 20 delas estudantes entre 17 e 18 anos. Não houve notícias de feridos.
Segundo uma funcionária da escola, o ex-professor disse que não faria mal aos estudantes. “Ele prometeu que não os feriria”, afirmou a recepcionista Bernadette Mercier, acrescentando que o seqüestrador parecia estar calmo. De acordo com Mercier, o ex-professor já trabalhou na escola. Ela disse ainda que o seqüestrador sofre de grave depressão há cerca de dois anos. “Nós o conhecíamos, então o deixamos entrar no prédio”, afirmou a recepcionista por telefone.
Cerca de 40 agentes especiais franceses do Grupo de Intervenção de Gendarmeria (GIGN) foram enviados ao local. Fontes do Ministério do Interior afirmaram que o ministro Nicolas Sarkozy monitorava a situação durante sua visita às Antilhas, mas não pretendia encurtar a viagem. Segundo a recepcionista da escola, os estudantes que foram feitos reféns têm entre 16 e 18 anos e foram mantidos no andar de cima da escola pública, que tem cerca de 1.500 estudantes.