A destinação dos fetos para a vala de lixo hospitalar do aterro sanitário está correta, segundo o Instituto Médico Legal (IML). “Há uma determinação legal de que, a partir de 500 gramas, o feto deve ser sepultado. Abaixo (desse peso) pode ser descartado”, explica o diretor do órgão, Ivan Segura. As palavras dele foram reiteradas pelo médico Sérgio Carneiro, que também trabalha no IML.
O peso ainda define quando é aborto ou não. Até 500 gramas o termo pode ser empregado. “Neste caso, é mandado para estudo (anato) patológico junto com a placenta”, explica o ginecologista e obstetra da Maternidade Santa Isabel de Bauru, Sérgio Henrique Antonio.
Peso
De acordo com ele, a partir dos 500 gramas os médicos já consideram prematuridade extrema. Neste caso, após a declaração de óbito, o feto é enviado para o necrotério. Os encontrados ontem não atingiam o peso. A mãe do mais velho o perdeu entre o 3º e o 5º mês de gestação, informa Carneiro. No entanto, quando tem menos de 12 semanas não recebe a denominação de feto, mas de embrião.
Neste caso, ele também poderia ser descartado de duas formas: em vala específica para lixo hospitalar ou incinerado. Ocorre que Bauru não dispõe desse serviço de cremação. O incinerador do Hospital de Base foi desativado há quase dez anos e a Emdurb assumiu a destinação desse material, ofertando a recolha dos sacos e a destinação deles em valas específicas.