08 de julho de 2026
Regional

Usina provoca muitas dúvidas

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Durante o debate entre os participantes da reunião do Coder, foi colocado em discussão a possibilidade de se criar uma usina regional de compostagem de lixo.

O projeto foi desenvolvido por um grupo de alunos do Departamento de Engenharia e Produções da Universidade Estadual Paulista (Unesp), sob supervisão de Jair Manfrinato, professor da Faculdade de Engenharia da Unesp de Bauru.

O projeto propõe a criação de cooperativas municipais e a criação de uma usina central de processamento do lixo em matéria-prima. Cooperativas seriam implantadas nos municípios com o objetivo de recolher e selecionar o lixo urbano. Pelo projeto, a usina ficaria localizada em ponto estratégico na região e faria o trabalho de recolha do material nas cooperativas das cidades. A matéria-prima final, o lixo reciclado, seria vendido para empresas e indústrias.

A preocupação de alguns prefeitos, no entanto, é com a questão do transporte do lixo das cidades até a usina. “Estou vendo que é uma iniciativa muito louvável, mas não acredito muito na idéia por conta da distância para levar o lixo até a usina. Eu penso que será muito difícil”, disse José Carlos Octaviani (PMDB), prefeito de Agudos.

Durante as discussões, foi levantada a possibilidade de se criar microusinas em regiões estratégicas da região, ao invés de apenas uma, conforme o projeto original. De acordo com o projeto, o lugar mais adequado para instalar a usina seria a região entre as cidades de Bauru e Avaí.

“A questão do transporte encarece muito. Eu acho que cada município tem que arrumar a sua solução localizada. Pode-se fazer um consórcio de três ou quatro municípios mais próximos”, sugeriu Paulo Padanosque Pereira, prefeito de Arealva.

“É provável que na viabilização do projeto você tenha que ter para a região duas ou três usinas e não uma. Mas isso tudo nós vamos saber através da viabilidade econômica do projeto. A partir daí, cada cidade vai ter que dizer se vai participar, se vai querer ou não”, disse Ricardo Coube, diretor do Ciesp.

Apesar da cautela, o prefeito Octaviani acredita que é preciso ser ousado. “É com ousadia que a gente chega lá. Lixo e penitenciária ninguém quer em sua cidade”, brincou o prefeito.