Cafelândia - O Tribunal de Justiça (TJ) cassou ontem a liminar que determinava a imediata interdição da cadeia de Cafelândia (83 quilômetros de Bauru). Com a decisão, os 14 presos que ainda continuam no prédio não precisam mais ser transferidos. Além disso, a cadeia poderá voltar a receber novos presos, o que havia sido proibido pela juíza Rosângela de Cassia Pires Monteiro, da Comarca de Cafelândia.
A liminar foi concedida no dia 2 de fevereiro. Desde então, os 48 presos que estavam no local começaram a ser transferidos. A interdição foi solicitada pelo promotor Rogério Rocco Magalhães. Na avaliação dele, o prédio precisa de uma reforma urgente.
Da maneira como está, a cadeia apresenta sérios riscos de rebeliões e fugas, na opinião do promotor. Além disso, o prédio representa risco aos funcionários e especialmente às crianças e adolescentes, já que a cadeia fica em um bairro residencial, ao lado de duas escolas e do Fórum.
Na quarta-feira passada, Magalhães esteve na cadeia. Segundo ele, a situação havia melhorado significativamente, mas estava longe do ideal. “Com a transferência de mais da metade da população carcerária para outros estabelecimentos, os detentos de Cafelândia se mostram mais tranqüilos”, concluiu o promotor.