09 de julho de 2026
Regional

Bunge fecha unidade de Ourinhos

Por Da Reportagem | Jornal da Divisa
| Tempo de leitura: 2 min

Ourinhos - Depois de fechar a unidade fabril de Bauru e Cuiabá, há cerca de um mês, agora a Bunge anuncia, extra-oficialmente, o fechamento das fábricas de Ourinhos e de Campo Grande.

Dedicada, basicamente, à exportação, a empresa - a exemplo de outras organizações do gênero - vem sofrendo as conseqüências danosas do câmbio em vigor na economia do País. Ao todo, serão 14 unidades de esmagamento de soja fechadas em todo o País. Para agravar a situação, em dezembro a empresa anunciou o fechamento de sete de suas 35 unidades de fertilizantes.

A cotação baixa do dólar em relação ao real, acaba estrangulando a competitividade destas empresas. A alternativa é a mudança para outros países que oferecem maior atratividade cambial, como é o caso da Argentina. Enquanto o real se valorizou 32,2% em relação ao dólar, entre 2004 e o início deste ano, o peso ficou 3,2% mais competitivo diante da moeda americana.

Sensível às questões relacionadas à atividade econômica e ao desenvolvimento de Ourinhos, o prefeito Toshio Misato vem fazendo gestões, junto ao governo do Estado, desde a fase anterior à posse, em 2004.

No dia 3 de novembro daquele ano, Toshio esteve em São Paulo, junto com representantes da Bunge, com o propósito de reivindicar o ressarcimento de créditos de ICMS, que montam o valor aproximado de R$ 20 milhões. Foram recebidos pelo secretário de Estadual da Fazenda à época, Eduardo Guardia, que encaminhou o pleito junto às instâncias técnicas da secretaria.

Depois que assumiu a prefeitura, em 2005, Toshio liderou diversas reuniões na Capital, em que participaram executivos da Bunge e membros do alto escalão do governo estadual.

A despeito das perspectivas consistentes rumo a um desfecho bem-sucedido do pleito, o problema da Bunge, no País, é conjuntural. Infelizmente, não se trata de um problema da unidade de Ourinhos, mas de diversas fábricas espalhadas pelo País.

Silêncio

A reportagem do Jornal da Divisa tentou, no fim da tarde de anteontem, obter informações oficiais sobre o fechamento da unidade, mas o carro do jornal não passou da portaria da empresa. O coordenador administrativo da Bunge, Valmir Aparecido de Oliveira, atendeu a reportagem na portaria, disse que não estava autorizado a dar informações e orientou para que mantivesse contato com a assessoria de imprensa da empresa em Santa Catarina ou através do site da Bunge.

Instalada no Distrito Industrial I desde 1980 - antes Indústria Zillo e depois Ceval -, a Bunge operava em Ourinhos com 192 funcionários diretos e 100 indiretos (informações extra-oficiais).

A notícia do fechamento da unidade de Ourinhos repercutiu no meio político e empresarial ourinhense, devido ao impacto negativo na economia local.