11 de julho de 2026
Nacional

Delcídio pede dados sobre contas de publicitário ao Ministério Público

Folhapress
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Brasília - O presidente da CPI dos Correios, senador Delcídio Amaral (PT-MS), afirmou ontem que vai pedir ao Ministério Público (MP) e à Polícia Federal (PF) os resultados das investigações sobre as contas do publicitário Duda Mendonça no Exterior. Segundo Delcídio, a PF e o MP estão há mais de dois meses “debruçados” sobre os dados e devem ter avançado mais do que a CPI.

Delcídio confirmou que telefonou anteontem para Duda Mendonça, mas negou que tenha tentado antecipar para o publicitário o teor das perguntas que serão feitas para ele na audiência de quarta-feira. “Conversamos apenas para confirmar o depoimento.” O presidente da CPI informou que desta vez a sessão será secreta. “A primeira foi uma sessão aberta porque ele veio espontaneamente. Desta vez é um depoimento marcado, com perguntas feitas com base em dados sigilosos”, afirmou Delcídio.

O presidente da CPI disse que parte das perguntas será feita com base em documentos que a CPI receberá na tarde de ontem. São informações da Procuradoria de Nova York, do Fincen e do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica (DRCI). Delcídio informou ainda que a CPI continua trabalhando no cruzamento de dados sobre o possível envolvimento de outros parlamentares no suposto “mensalão”.

O senador disse que ainda não pode adiantar se mais nomes de parlamentares serão incluídos no relatório final. “Estamos fazendo o cruzamento das informações. Têm muitos nomes. Se são dez ou 100 parlamentares envolvidos, não sei dizer. Só sei que caso surjam mais nomes, vamos encaminhá-los às Mesas e Corregedorias das duas Casas.”

O presidente da CPI criticou a decisão do plenário da Câmara, que na última quarta-feira rejeitou os pareceres pela cassação de mandato dos deputados Roberto Brant (PFL-MG) e Professor Luizinho (PT-SP), acusados de envolvimento no esquema do “mensalão”. Foram as CPIs dos Correios e do Mensalão que indicaram os nomes de 18 deputados envolvidos no esquema.

Desse total, cinco renunciaram, dois foram cassados e quatro absolvidos até agora. “Os deputados não podiam ter ignorado os fatos. As provas eram consistentes e ninguém pode desconsiderá-las. Quem pegou dinheiro das contas do publicitário Marcos Valério participou do esquema. Essa é a prova: o saque do dinheiro”, diz Delcídio.