Mais do que ganhar medalhas, a marca Grael simboliza um ideal de disseminar atividades marítimas como ação para integrar adolescentes e jovens. O Projeto Navegar São Paulo, em âmbito estadual, e o Programa Segundo Tempo, atingindo outras regiões do Brasil surgiram graças à visão dos irmãos Axel, Torben e Lars e do companheiro de vela, Marcelo Ferreira, que fundaram na cidade de Niterói, Rio de Janeiro, o Projeto Grael, em 1998, atualmente Instituto Rumo Náutico. Entre os atendidos está o adolescente Carlos José de Moraes, 15 anos, que em depoimento deixado no site do projeto (www.projetograel.org.br) revela o que aprendeu com a intervenção da proposta: “A cada dia que passa aprendo mais a respeitar o mar, conhecer as pessoas e meus professores”.
No ano de fundação do Projeto Grael, Lars sofreu o acidente em Vitória, Espírito Santo, quando teve que amputar parte da perna direita.
Iniciando na vida pública, Grael levou a experiência de Niterói para sua atuação política. O Projeto Navegar - hoje incorporado ao Programa Segundo Tempo - no âmbito do governo federal, foi criado por ele quando atuou como secretário Nacional de Esporte, em 2001 e 2002, na gestão do então presidente da República Fernando Henrique Cardoso. Ao assumir em janeiro de 2003 a Secretaria da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel) do Estado de São Paulo, o iatista iniciou as bases para montar o Navega São Paulo, agora com dez núcleos espalhados pelo Estado.
As conquistas esportivas de Lars Grael não param mesmo depois de se tornar um deficiente físico. Entre as principais conquistas do iatista estão excepcionais resultados na vela que lhe renderam, entre outras, a medalha de bronze nas Olimpíadas de Seul, Coréia do Sul, em 1988. Novamente consquistou o bronze nas Olimpíadas de Atlanta, Estados Unidos, em 1996, e o Campeonato Mundial, na cidade do Porto, em Portugal, em 1983.