Bancos e agências financeiras oferecem diversas formas para seus clientes adquirirem uma casa própria. Entre as mais procuradas, os consórcios e financiamentos podem virar uma verdadeira dor de cabeça se o consumidor não ficar atento às exigências contratuais, prazos e taxas. Muito eficientes na hora de cobrar, essas empresas conseguem transformar o sonho da casa própria em pesadelo.
Para determinar quais dos planos é o melhor, a dica dos especialistas é que o cliente avalie a saúde financeira e a concilie com a sua necessidade. Olair Ribeiro Filho, gerente de mercado do Escritório de Negócios da Caixa Econômica Federal, observa que nas duas modalidades o objetivo da empresa que oferece os serviços é ter lucro. “No consórcio ele é obtido na taxa administrativa, e no financiamento, nos juros aplicados”, aponta.
No consórcio, a empresa forma um grupo de interessados na compra de um imóvel. Eles vão pagando as mensalidades e, com o fundo gerado, os sorteados vão sendo contemplados. Para gerir esse fundo, a empresa cobra uma taxa de manutenção. Para conseguir rapidamente o imóvel, o consorciado deve oferecer lances em dinheiro ou ser sorteado.
Já o financiamento funciona como um empréstimo. A empresa já possui o dinheiro, e oferece aos seus clientes - imediatamente, ou à medida do cumprimento de metas - a quantia necessária para a compra ou construção do imóvel. Para isso, é cobrado uma taxa de juros.
“A vantagem do financiamento é que eu sei quando terei o recurso disponível. Já no consórcio, eu planejo o lance ou pago as prestações. São produtos diferentes que o consumidor tem de avaliar segundo suas necessidades”, avalia Ribeiro Filho. Mas ele aponta situações em que os benefícios de cada modalidade podem ser melhor aproveitados.
No primeiro exemplo, Ribeiro Filho cita uma pessoa que paga aluguel e quer sair dessa situação. “Ela pode economizar uma quantia e financiar o restante. Assim, ela já pode se mudar para o seu novo imóvel e deixar de pagar aluguel, passando a quitar as prestações do financiamento”, aconselha. E para quem já possui um imóvel e quer mudar, mas não tem urgência, nem dinheiro economizado, Ribeiro Filho aposta no consórcio.
Mesmo assim, ele ainda faz uma ressalva: “na ponta do lápis, depende de variáveis não ponderadas”, afirma. Ou seja, cada modalidade apresenta cláusulas contratuais e outras particularidades, que mudam de empresa para empresa. Então, deve-se analisar cuidadosamente todos os itens envolvidos na adesão de um ou outro sistema. “Certifique-se da empresa com quem está assumindo um compromisso. Principalmente em consórcios, a segurança deve ser muito grande. Existem muitos casos em que a empresa quebra e os clientes ficam sem o bem”, lembra o gerente.