Conseguiram piorar um cenário político que já era ruim e, mais uma vez, Bauru terá um número absurdo de candidatos a deputado estadual e federal, numa clara demonstração de insensatez e irresponsabilidade serial. É muito candidato para pouca eleição. Pior que isso, só isso. E por que tudo isso? São várias as razões: vaidades, ressentimentos políticos, intransigências pessoais, intolerância partidária, vícios ideológicos, legislação eleitoral pífia, troca-troca de partidos e por aí vai. Quer mais? Para agravar ainda mais esse salseiro político, o prefeito de Bauru, sr. Tuga Angerami (PDT), já disse reiteradas vezes que vai apoiar a todos e a nenhum ao mesmo tempo, ou seja, vai ficar “em cima do muro”, não apoiando ninguém, nem Pedro, nem José, nem Antonio, nem Luiz, nem Paulo, nem Nilson, nem Majô, nem Estela, nem Renato, nem Rodrigo, e, muito menos o Marcelo, o Caio, então, nem se fale... Agora, qual seria a justificativa para essa “indiferença”, esse “desinteresse oficial”? Vai saber... De qualquer forma, todo esse quadro político é ruim para a cidade e péssimo para o cidadão-eleitor, que não suporta mais todo esse “teatrinho político”, nhenhenhém eleitoreiro que se repete, e candidatos que são realmente corajosos: não têm medo de se expor ao ridículo e ao escárnio; é, tem de tudo, de tudo mesmo. Dá para votar em gente assim? Do jeito que a coisa vai, será mesmo dificílimo elegermos algum deputado de Bauru, pois nesse jogo de “soma zero”, todos perdem. Não é à toa que a cidade está “andando de lado”, e essa inigualável capacidade de desagregar da classe política que aí está, realmente “não tem limites”.
Agora, como mudar essa política bauruense destinada a fazer estragos, políticos praticando os mesmos atos condenáveis por eles criticados, por exemplo, salários de “marajás”, terceirização de serviços públicos? Qual a diferença entre o governo do sr. Tuga e o governo do sr. Nilson? A maior diferença é que entre eles (governo) não tem diferença alguma. Será correto fazer o incorreto? Por que apostar na política do “cada um atrapalha como pode”? Tudo, é claro, sem nenhum interesse. A pequena cidade de Penápolis elegeu um deputado estadual com 28.000 votos, que lição política Bauru poderia tirar desse feito?
Agora, Marília avança, Jaú avança, Botucatu avança, Araraquara avança, sabem por quê? Força política, políticos prestigiados, enquanto em Bauru é só o workaholic político Pedro Tobias (PSDB) e nada mais. Cabe isso? Tem jeito? As urnas do dia 1.º de outubro dirão.
Aurélio da Silva Braga - RG 12.912.493