São Paulo - O virtual candidato do PFL para o governo paulista, o empresário Guilherme Afif Domingos, indicou ontem que a legenda vai negociar a cabeça de chapa em uma aliança com o PSDB no Estado. Segundo Afif, o início das negociações somente depende da escolha do candidato tucano para a presidência da República. “Nós temos um projeto majoritário. Em São Paulo, seria a vaga de governador, vice-governador ou senador.
São os três cargos majoritários. Portanto, dentro desses quadros que vai ser feita uma composição para fazer um chapa forte, para vencer a eleição. Você não pode é fazer uma chapa fraca só porque um partido vai impor um nome”, disse o empresário, durante evento na capital paulista. Questionado sobre qual dos cargos seria mais o interessante para o PFL, respondeu: “vai depender dos quadros que forem colocados na mesa. Você ainda não tem uma definição”.
Segundo o empresário, é preciso “saber o cacife das fichas na mesa. Um projeto fraco em São Paulo acaba prejudicando o desempenho do candidato a presidência da República, porque São Paulo é o maior colégio eleitoral do País”. As últimas pesquisas de opinião mostraram três potenciais candidatos à sucessão estadual na liderança das intenções de voto, conforme o cenário colocado: os petistas Aloizio Mercadante e Marta Suplicy e o peemedebista Orestes Quércia.
Os nomes tucanos colocados para a escolha do eleitor mal conseguiram atingir a casa dos 5% de intenção de voto. O pefelista Afif Domingos, por sua vez, teve entre 2% e 3% das intenções de voto. Hoje, o PSDB tem quatro pré-candidatos oficiais: o vereador José Aníbal, o ex-ministro Paulo Renato, o deputado federal Alberto Goldman e o secretário municipal Aloysio Nunes Ferreira.
Para o empresário, que também é presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o PSDB tem dois candidatos muito fortes para a presidência da República, mas há um “vácuo” para a sucessão estadual. “Quando você tem quatro e não tem a tendência de (preferir) um, é exatamente porque nenhum deles é um candidato natural. O meu nome é único como (candidato a cargo) majoritário (dentro do PFL)”, disse Afif.
Ele descartou a possibilidade do PFL lançar um nome ao Palácio dos Bandeirantes independente do PSDB. “Sempre tem um aliança a ser cumprida, até porque o PFL é vice nos dois casos, tanto na prefeitura quanto no governo. E o PFL é um partido que honra os acordos”, disse.