São Paulo - A Polícia Federal (PF) prendeu na madrugada de ontem, em Belém (PA), Luiz Antônio Drumond, filho do bicheiro carioca Luizinho Drumond. Ele foi preso em flagrante por porte ilegal de arma em um bingo do centro da cidade. De acordo com a assessoria de imprensa da superintendência da PF no Pará, ele portava uma pistola 380 e coordenava a retirada de máquinas caça-níqueis do bingo.
A PF informou que os advogados de Drumond, que está preso na sede do órgão em Belém, já entraram com pedido de pagamento de fiança na Justiça Federal. A assessoria da PF, porém, não soube dizer os nomes dos advogados.
A reportagem tentou entrar em contato com o pai de Drumond, mas ele não estava em seu escritório, segundo funcionários que atenderam às chamadas. De acordo com a PF, Luiz Antônio Drumond é dono de bancas de jogo do bicho no Rio de Janeiro e mantém negócios com jogos de azar em Belém.
A prisão ocorreu por volta das 4h de ontem, durante a operação Cassino 2, que apreendeu 507 máquinas caça-níqueis em Belém. Cem policiais federais do Pará, Maranhão, Amapá e Amazonas participaram da operação. Com Drummond, a PF prendeu o policial militar reformado Jânio Santana Ferreira, também por porte ilegal de arma. Ele portava um revólver calibre 38 e uma pistola 9 mm e atuava como segurança de Drumond.
Luiz Pacheco Drumond, pai de Luiz Antônio e conhecido como Luizinho Drumond, é patrono da escola de samba Imperatriz Leopoldinense, já presidiu a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) e foi vice-presidente de futebol do Botafogo. Ele foi um dos oito bicheiros condenados na década de 1990 por corrupção de funcionários públicos.