Apesar de não estar havendo queda nas vendas das empresas, o preço dos produtos avícolas vem diminuindo. “Queda nas vendas até que não houve. Houve quedas nos preços. Têm determinados produtos que chegaram a cair até 70%, como as coxas de frango, por exemplo”, comenta Pedro Poli, diretor da Avícola Itabom, de Itapuí.
Ele atribui a queda no preço dos produtos à grande oferta no mercado. “Tivemos que baixar os preços porque existe uma sobreoferta no mercado, que culminou com a greve dos fiscais do Ministério da Agricultura, há alguns dias. Então, ficou muito frango sem exportar e com esse advento da gripe aviária lá fora, o consumo lá também caiu. Então, todo aquele frango que ia para fora está sendo vendido aqui no Brasil”, explica.
Poli faz críticas ao fato de empresas de outras regiões estarem “desovando” seus produtos encalhados na região de Bauru devido à queda nas exportações. “E hoje vem todo esse pessoal de fora, os paraquedistas, desovar os frangos que tinham que ir para a Arábia e Europa e agora vendem aqui a preço de banana. Amanhã, quando passar essa crise, essas empresas vão embora. Então, o consumidor deve ficar atento e prestigiar as empresas da região”, recomenda.
Poli argumenta que os frigoríficos e granjas da região geram empregos e contribuem para a economia local. “Na região, nós geramos em torno de 10 mil empregos nos frigoríficos e granjas. Nós contribuímos para o desenvolvimento econômico regional e também contribuímos com assistência social às entidades carentes”, comenta.
O projeto de exportação da Avícola Itabom, segundo Poli, está temporariamente parado devido à crise gerada pela gripe do frango. “Nos preparamos para dobrar a nossa produção e exportar o excedente. Com esse advento, suspendemos temporariamente o projeto. Estamos esperando a crise passar”, lamenta.
Segundo Poli, não estão descartadas demissões de funcionários caso a crise se prolongue. “O perigo (de demissões) é alto porque a gente não sabe até onde esta crise vai”, comenta.