08 de julho de 2026
Nacional

Militar é suspeito de roubo de armas

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Rio de Janeiro - O ex-cabo do Exército Joelson Basílio da Silva foi preso ontem no Rio acusado de ter participado do roubo de dez fuzis e uma pistola do Estabelecimento Central de Transportes, no bairro de São Cristóvão (zona norte), no último dia 3. Foi a primeira prisão de um suspeito de envolvimento no ataque ao quartel.

Segundo o Ministério Público Militar, Silva, que serviu no quartel e deu baixa na corporação em fevereiro, foi reconhecido por colegas como sendo um dos invasores da unidade. Ele estava com mandado de prisão temporária (30 dias) desde anteontem. O órgão não informou em que circunstâncias e onde ocorreu a prisão. Não falou também sobre o depoimento do suspeito. Até as 20h de ontem, a reportagem não havia conseguido falar com seu advogado.

O Comando Militar do Leste (CML), até as 19h30, ainda não tinha informações sobre a prisão. Além de Silva, outros três suspeitos já estariam identificados mas ainda não têm mandados contra eles. Seriam um outro ex-militar e dois civis. Um dos acusados seria morador da favela Nova Brasília, no complexo do Alemão (zona norte). Inicialmente, o Exército informou que sete pessoas participaram do ataque ao quartel, mas este número pode chegar a 20.

Para promotores do Ministério Público Militar, o roubo das armas, que já foram recuperadas pelo Exército, teria sido comandada por ex-militares e militares que pretendiam vender armas para traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV). Guardas que estavam servindo no quartel na hora do roubo estão sendo monitorados por telefone. O chefe de Estado Maior do CML, general Hélio de Macedo, afirma que o Exército vai manter as investigações no Rio para identificar os responsáveis pelo roubo das armas.

Acordo

O Exército nega que tenha feito acordo com criminosos para a recuperação do armamento, mas admite que as informações que levaram à localização podem ter sido passadas por traficantes, insatisfeitos com a presença dos militares nos morros e favelas, que sufocavam o tráfico de drogas. “Houve uma denúncia no local de um elemento que passou, fez a denúncia e se evadiu”, disse Macedo.