08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

“Vamos conversar?”


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Olá, como vai, tudo bem? Espero que sim, apesar das preocupantes notícias sobre o tempo que aí está, vivo alerta sobre o aquecimento global, que os senhores do mundo teimam em ignorar. Aliás, teima-se em ignorar muita coisa, inclusive a igualdade da mulher, sua dupla jornada de trabalho, sua remuneração desigual, embora exerça as mesmas funções que o homem. Diz nossa Constituição que homens e mulheres são iguais em “Direitos e Obrigações”. Assim sendo, a mulher que se dedica exclusivamente ao lar deve ter direito à uma aposentadoria. É ela quem movimenta boa parte de nossa economia, por ser ela quem gerencia o consumo no lar e a aplicabilidade da renda familiar. É verdade que se dá ao texto da lei a interpretação que melhor atenda aos interesses daqueles que estão no poder (estamos vivendo uma fase mundial de baixos salários e altos lucros, onde se briga pela desvalorização da moeda nacional para que a exportação não derrube os ganhos de quem detém o capital com a desculpa de combate ao desemprego), mas isso é mutável quando se deseja ou a situação se torna insustentável. Karl Marx, em seu estudo sobre “A Questão Judaíca”, do qual dele se extraiu o que ficou mais conhecido desse estudo "A Religião é o ópio do povo", vai mais longe quando diz: “... O fundamento da crítica irreligiosa é o seguinte. O homem faz a religião, a religião não faz o homem (...). A religião é o suspiro da criatura oprimida, o sentimento de um mundo perverso e a alma das circunstâncias desalmadas. É o ópio do povo”. Assim, bastam que as circunstâncias desalmadas (perversas) desapareçam do meio social e a crítica irreligiosa de Karl Marx ficaria sem sentido. Ora, uma dessas perversidades está no preconceito e mesmo desprezo com que a mulher vem sendo tratada. Deve ela, portanto, dar mais agressividade às suas campanhas de liberdade e igualdade, sem se perder a fraternidade que deve reinar entre mulheres e homens. Afinal, ela é a grande vítima. Vítima que detém o grande poder de mudar a sociedade, seja pelo voto, pela influência de opinião e mesmo pela seleção do consumo, basta que se liberte do “suportar e chorar”, visto que feminino e masculino são criações culturais. Comportamentos aprendidos através do processo de socialização que nos treinam para cumprir funções sociais específicas e diversas. O poder dessa revolução também está nas mãos das mães, pois não se nasce mulher ou homem. Nasce-se masculino ou feminino, e é no recôndito do lar que se torna homem ou mulher, dependendo da formação que de nossas mães recebemos! Criemos um novo céu, uma nova terra onde só respeito baseado na igualdade do direito irrestrito prevaleça.

José Carlos Dias da Silva - MT 37293