09 de julho de 2026
Polícia

Acusado de perseguir mulheres acaba preso

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Após denúncia de professoras, funcionárias e mães de alunos de uma escola infantil localizada na quadra 3 da rua Marcondes Salgado, no Centro de Bauru, que estavam sendo perseguidas por um homem, ontem o desempregado José Silveira de Almeida, 50 anos, foi preso por perturbação da tranqüilidade.

Almeida morava em uma pensão a cerca de 100 metros da escola infantil e, segundo as vítimas, costumava segui-las, dando risadinhas e intimidando-as. A Polícia Militar (PM) foi avisada e ontem conseguiu flagrá-lo quando ele ia começar a perseguição a uma professora que desceu do ônibus e seguia para a escola.

Almeida foi reconhecido por pelo menos três mulheres. Elas compareceram na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde a delegada titular, Rejani Borro Tiritan, elaborou Termo Circunstanciado de perturbação da tranqüilidade. “Ele não chegou a praticar um ato obsceno”, frisa a delegada.

Almeida descobriu os horários de entrada e saída das funcionárias e todos os dias estava em frente à escola. “Hoje (ontem), ele estava me esperando na rua Rio Branco. Eu desci do ônibus e observei que ele ali estava”, diz uma das vítimas, que prefere não ser identificada.

A dificuldade, segundo capitão Jorge Duarte Miguel, comandante da 1.ª Cia da PM, é que o acusado não agia sempre no mesmo horário. “Ele começou agindo no início da manhã, quando estava com os cabelos mais longos”, comenta. Posteriormente, passou a perseguir suas vítimas no meio do dia, horário de almoço. “Ele cortou o cabelo quando percebeu que a polícia estava chegando a ele”, frisa.

No quarto da pensão em que Almeida morava foi encontrada a bicicleta e um boné que ele utilizava quando seguia as mulheres. Segundo a polícia, contra uma das vítimas, que não quis comparecer para depor, ele teria conseguido passar as mãos em suas partes íntimas.

Fotos de mulheres na parede, carrinhos plásticos e roupas de banho feminina estavam entre os pertences de Almeida. Ele negou ser a pessoa que estava intimidando as mulheres.

Neste ano, as ocorrências de atos obscenos e importunação ofensiva ao pudor aumentaram, notou a delegada titular da DDM, Rejani Borro Tiritan. Neste ano foram registrados seis casos de atos obscenos e o mesmo número de importunação ofensiva ao pudor.