09 de julho de 2026
Esportes

Automobilismo: Definição de grid tem intervalo mínimo

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Sepang - Segunda etapa do Mundial de F-1, equipes cheias de idéias para aplicar e remendos para fazer após a abertura do campeonato e quase nenhum tempo para isso. Do desligar dos motores no Bahrein ao acionamento na Malásia, uma viagem de 6.043 km e apenas cinco dias de intervalo. Corre-corre inédito. Recorde. Os 22 pilotos da categoria duelam pela pole position no circuito de Sepang numa situação nunca experimentada pelos seus antecessores.

Em 57 temporadas, nunca houvera a pressão para disputar o primeiro e o segundo GPs do calendário em domingos seguidos. O cenário mais próximo ao atual aconteceu há 45 anos. Em 1961, o Mundial começou em Mônaco, num domingo, e fez a segunda prova na Holanda, oito dias depois, numa segunda-feira. Houve, ainda, uma aberração em 1951: abertura na Suíça e segunda etapa nos EUA, dois dias depois. Naquele tempo, porém, a inclusão das 500 Milhas de Indianápolis no calendário era pro forma. Nenhuma escuderia ou piloto da Europa se preocupou em cruzar o Atlântico para correr.

“Não dá tempo de fazer muito para evoluir o carro. Melhorias aerodinâmicas, esse tipo de coisa. O que podemos é trabalhar nos problemas sofridos na corrida anterior”, disse Rubens Barrichello. Às pressas, sua equipe, a Honda, mandou para a fábrica, na Inglaterra, as peças do freio que apresentaram problemas no Bahrein. O diagnóstico veio via internet. “O pessoal de lá já mandou respostas, vamos fazer algumas mudanças e espero que tudo esteja bem melhor”, revelou o piloto.

Para o outro brasileiro na categoria, Felipe Massa, quem mais sofreu com essa correria inédita foram os mecânicos. “Eles têm que desmontar e montar tudo muito rápido. Para os engenheiros, também é complicado trazer algo novo. Só se for algo muito fácil, senão, fica para a Austrália”, afirmou, referindo-se à próxima etapa do Mundial, em duas semanas _nesse meio-tempo, os times voltarão às bases.

Entre os três pilotos que devem protagonizar a disputa pelo título, o mais ativo no intervalo entre as provas foi Kimi Raikkonen, da McLaren. “Joguei um pouco de tênis no calor para me adaptar a essa temperatura”, declarou. Michael Schumacher, da Ferrari, e Fernando Alonso, da Renault, descansaram em seus hotéis. Em tempos de corre-corre, um luxo.