São Paulo - O Ministério da Previdência informou que espera economizar R$ 361 milhões por ano com a suspensão de 80.989 aposentadorias. A lista de benefícios cancelados foi publicada anteontem e inclui aposentados que foram inicialmente chamados para realizar o recadastramento em outubro do ano passado e não atenderam o chamado até o final do mês passado.
O ministro da Previdência, Nelson Machado, lembra que os benefícios suspensos ainda podem ser reativados sem prejuízo para o aposentado. Caso o segurado esteja incluído na lista, deve procurar uma agência do banco onde possui conta e fazer o censo.
Após apresentar a documentação necessária (CPF e um documento de identificação com foto), o benefício será reativado no prazo máximo de 13 dias. “Para não prejudicar nenhum segurado que tenha se surpreendido com a suspensão do benefício, estamos negociando com os bancos a redução do prazo de liberação do pagamento”, diz o ministro.
Do total de benefícios a serem suspensos, 45,88% são pensões e 28,73% são aposentadorias. Outros 22,56% correspondem aos benefícios assistenciais da Lei Orgânica de Assistência Social e 2,83% são auxílios-acidentários permanentes. Os benefícios urbanos correspondem a 68,86% e os rurais a 29,77%.
Em 1,37% dos casos, não consta se o benefício é rural ou urbano. Em relação à idade desses beneficiários, 50,9% são de pessoas com menos de 19 anos (16,54%) ou acima de 70 (34,36%). Em 11,51% dos casos a idade de segurado é ignorada pela Previdência. As mulheres correspondem a 48,73% do total de suspensões e os homens a 32,94%.
Os 18,33% restantes são beneficiários em que o sexo não está identificado no cadastro do INSS. A Previdência realiza o recadastramento como forma de verificar a autenticidade das aposentadorias concedidas e cancelar benefícios fraudulentos. A primeira etapa do censo incluiu 2,4 milhões de beneficiários e deve terminar no final de abril. Ao mesmo tempo, o INSS já deu início à segunda etapa, em que outros 14,7 milhões de aposentados serão chamados.