Buenos Aires - Após tramitação-relâmpago impulsionada pelo governo Kirchner, o Congresso da Argentina aprovou lei que transforma o dia 24 de março, data em que se instalou a ditadura no país (1976-1983), em feriado nacional. A nova lei começa a valer na semana que vem. O feriado causou controvérsias entre organizações e militantes de direitos humanos e a discussão no Congresso foi longa.
As Mães e Avós da Praça de Maio, entidades que se empenham na busca dos cerca de 30 mil contabilizados como desaparecidos durante o regime, apoiaram o projeto, seguindo o argumento do governo: manterá a data como dia de reflexão. Já alguns integrantes e o escritor e Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel declararam-se contrários. Parte afirma que “feriado’’ remete a dia festivo. Outros defenderam que o feriado fosse o da redemocratização, em 1983.