11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Manifestação atrasa abertura de agência do Banespa em 4 horas

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

A demissão de uma funcionária de 41 anos, que há 20 anos trabalhava no grupo Santander/Banespa, motivou o Sindicato dos Bancários de Bauru a manifestar-se ontem, em frente à agência da quadra 9 da rua Rio Branco, Centro da cidade. Os sindicalistas impediram a abertura da agência às 10h30, e somente com o auxílio da Polícia Militar (PM) ela foi aberta quatro horas mais tarde, às 14h30. Durante o período que permaneceu fechada, apenas os caixas eletrônicos ficaram disponíveis aos clientes, no saguão de entrada da agência.

A movimentação dos sindicalistas começou logo cedo, às 9h, logo depois que a funcionária - seu nome não foi divulgado pelo sindicato - foi demitida. O diretor de imprensa do Sindicato dos Bancários, Marcos Silvestre, diz que a motivação do ato é por indignação.

“Desde a privatização do banco, já foram demitidos mais de 600 funcionários em São Paulo. Em Bauru, desde dezembro, 14 foram demitidos. São todos trabalhadores que dedicaram a vida ao serviço e a este banco. Isso não é justo”, disse. Mesmo depois da abertura da agência, os sindicalistas continuaram o protesto com um carro de som.

Funcionários do banco, que não quiseram se identificar, informaram que o grupo Santander/Banespa tentou conseguir uma liminar para a abertura da agência, mas não obteve sucesso.

Alguns clientes entenderam a motivação dos sindicalistas e até apoiaram o ato. Outros sentiram-se prejudicados. Foi o caso do aposentado Paulo Odecio. “A agência está fechada e vou ter que voltar para casa. Preciso pagar uma conta e quero saber quem vai pagar os juros”, diz.

Já o aposentado Carlos Dutra Pereira aprovou a manifestação. “O brasileiro sofre com a dificuldade de encontrar emprego. Acho que depende de todos colaborar com atos como esse (a manifestação)”, diz.

A assessoria de imprensa do grupo Santander/Banespa foi procurada pelo Jornal da Cidade, mas apenas informou, por e-mail, que o banco “não iria se pronunciar a respeito”. A empresa também não confirmou se realmente 14 funcionários foram demitidos em Bauru, nem mesmo se o banco conseguiu ou não liminar na Justiça para poder abrir a agência da rua Rio Branco, ontem à tarde.