A associação dos amigos do Clube dos 30 nunca mais será a mesma depois que Artemário Gomes de Oliveira se foi. Nascido em Vitória da Conquista, Bahia, e com passagem por Belo Horizonte (MG) até chegar a Bauru, Artemário, apelidado carinhosamente de Mazinho, até teve nome incomum entre os batismos dos mortais aqui na Terra, mas coração singular, enorme, transparente, que erradiava felicidade, como poucos.
A bola vai continuar rolando macio no futebol amigo do Clube dos 30, mas o espírito não será mais o mesmo. A cada encontro, os amigos do clube vão continuar se perguntando porque Mazinho antecipou sua ida rumo ao paraíso feliz?
Buscar explicação emocional será em vão. Mazinho tinha pele de cor, mas alma branca, espírito sereno e nunca mais será esquecido por nós. E não o será, porque, por pura tentativa de apenas nos conformarmos, vamos, todos os sábados, rezar, rezar para que, um dia, a gente se encontre.
A vida é mesmo uma missão, a morte uma ilusão.
Só sabe quem viveu. Pois quando o espelho é bom, ninguém jamais morreu.
Mazinho, um dia a gente se encontra, com Deus. Porque já nos faz muita falta aqui.
Amigos do Clube dos 30