Com a presença dos dois pré-candidatos ao governo do Estado, Marta Suplicy e Aloizio Mercadante, o PT reuniu-se ontem em Bauru para discutir a elaboração de um plano de governo, visando as eleições de outubro.
Além dos pré-candidatos, prestigiaram o evento o presidente estadual do partido, Paulo Frateschi, o deputado federal Arlindo Chinaglia e o senador Eduardo Suplicy, além de lideranças regionais.
Durante oito horas os petistas discutiram sobre os caminhos a serem trilhados na campanha eleitoral, visando o governo do Estado, e ouviram as argumentações dos pré-candidatos.
O senador Aloizio Mercadante e a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy, adotaram discursos diferentes para convencer a militância. Mercadante aposta no número de votos que teve nas eleições de 2002 para se qualificar ao posto de candidato. “Fui o senador mais votado de toda história do Brasil, com três milhões de votos a mais que o governador Alckmin em 2002”, disse.
Já a ex-prefeita afirmou que quer ganhar o apoio da militância por causa da bagagem administrativa. Segundo ela, o fato de ter sido prefeita da maior cidade do País a credencia para disputar as eleições. “Fizemos uma verdadeira revolução em São Paulo e vamos fazer essa revolução em todo o Estado”, argumentou.
Mercadante e Marta não chegaram a debater no encontro, já que o senador esteve em Bauru pela manhã, enquanto a ex-prefeita só chegou com quatro horas de atraso, às 18h, quando a maioria dos militantes já tinha ido embora.
Para o presidente estadual do PT, Paulo Frateschi, o modelo adotado pelo partido para a escolha dos candidatos ao governo é o mais democrático. Segundo ele, o processo está sendo muito bem conduzido, e a militância saberá escolher quem é o melhor representante. “O processo é muito bom. Estamos levando nossos candidatos para todas as regiões do Estado, enfim, fizemos todo o necessário para um processo harmônico, e no dia 7 de maio os filiados saberão escolher o melhor”, disse.
Sem acordo
O senador Eduardo Suplicy negou que haja um acordo para que os dois pré-candidatos ao governo desistam, abrindo caminho para que ele seja o candidato a governador e o PT apoiasse Orestes Quércia (PMDB) para o senado.
A manobra serviria para agilizar a aliança entre PT e PMDB na chapa majoritária, com os peemedebistas indicando o candidato a vice-presidente. Suplicy, no entanto, afirmou que é pré-candidato à reeleição. “Amanhã (hoje) termina o prazo para as inscrições dos candidatos ao Senado. Eu vou me inscrever”, disse. Marta Suplicy, Aloizio Mercadante e Paulo Frateschi também negaram o acordo.