Marília - A polícia de Marília prendeu, ontem à tarde, Renan dos Santos, 19 anos, acusado de ter participado no assassinato do estudante Rafael Camarinha, 23 anos, na semana passada. Ele foi capturado dentro de uma casa localizada na rua João Francisco do Nascimento, no bairro Califórnia, zona oeste da cidade. Após ser interrogado pela polícia, foi conduzido à cadeia pública de Tupã.
Santos já é a quinta pessoa presa por conta do assassinato. Uma delas – Márcio Antônio Condeli, 40 anos, vulgo “Mascarado” –, confessou ter sido a mentora intelectual do crime.
Ele disse que a intenção era assaltar a casa e o estudante foi morto porque reagiu. Os delegados que estão à frente do caso, Tadeu Rossi e José Carlos Costa, não foram encontrados pela reportagem, até o fechamento desta edição para dar mais detalhes sobre o caso.
No entanto, anteontem à noite, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Marília apreendeu um carro modelo Monza hatch (placas AEK 9353, de Marília), que teria sido usado pelos criminosos para chegar até a casa da vítima.
O veículo, segundo apurou o JC, foi encontrado num posto de combustíveis localizado na zona oeste da cidade. Ele foi deixado no local pelo proprietário, identificado apenas como “Willian”. A polícia acredita que ele não tenha participado diretamente do crime.
Willian é esperado na delegacia nos próximos dias para prestar depoimento. Rafael Camarinha, que é filho do ex-prefeito de Marília, José Abelardo Camarinha (PSB), foi assassinado dentro de casa por quatro homens encapuzados, na última terça-feira.
Ele foi baleado na cabeça e morreu oito horas mais tarde, no Hospital das Clínicas (HC). Além de Rafael, a empregada da casa, Ana Aparecida dos Santos Manoel, 35 anos, também foi ferida com um tiro. Ela foi ferida no ombro esquerdo, mas passa bem. Abelardo Camarinha não aceita a tese de latrocínio (roubo seguido de morte). Para ele, Rafael foi morto sob encomenda.