10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Produção de biocombustível no prédio da Bunge requer estudos

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

Com o objetivo de pesquisar a viabilidade de utilizar a estrutura da antiga fábrica da Bunge, em Bauru, para a produção de biocombustível, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Walace Sampaio, participou ontem, em São Paulo, do seminário “Condições necessárias para o estabelecimento de produção de biocombustíveis no Brasil”. O evento foi organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A proposta para a nova utilização do prédio onde funcionava a fábrica, desativada há um mês, foi do Sindicato dos Trabalhadores em Indústrias de Alimentação de Bauru. “Ainda não temos nada definido. O próximo passo é nos encontrar com a Fiesp e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) para montar um projeto”, conta Sampaio.

Além das entidades, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a própria Bunge também seriam parceiras no empreendimento. “Pelo que vi no seminário, para concretizar o projeto teríamos de ter toda a cadeia produtiva aqui. Por isso, precisamos das parcerias”, explica o secretário.

Segundo ele, a possibilidade de pesquisa e produção de biocombustível é compatível com o perfil da agricultura bauruense. “São pequenas propriedades que poderiam contribuir produzindo matéria-prima, como a mamona”, observa.

Além disso, Sampaio ressalta os investimentos que têm sido feitos pelo governo federal em pesquisa e produção de combustíveis alternativos. “É uma oportunidade importante que se abre para Bauru”, avalia o secretário.

A Bunge Alimentos de Bauru, que fabricava óleo, farelo e línter (fibra de algodão de até 12 milímetros), encerrou sua produção no dia 17 de fevereiro. Na fábrica, que operava desde 1937, trabalhavam 180 funcionários.