08 de julho de 2026
Polícia

Servente sofreu golpes na cabeça

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

O corpo do servente de pedreiro Denilson da Silva, 35 anos, conhecido por “Baianinho”, foi encontrado na quadra 4 da rua Antonio Alcazar, no Núcleo Beija-Flor, a cerca de 300 metros da casa de sua sogra, onde estavam seus três filhos - ele estava em processo de separação de Ana Lúcia da Silva há um ano.

Silva morreu em conseqüência de várias pancadas na cabeça provocadas por instrumento contundente, que pode ser pedra ou pedaço de madeira. O corpo ficou estendido no asfalto até a chegada da polícia. O delegado Carlos Creppe Jr. acredita que somente o laudo necroscópico poderá dirimir dúvidas, inclusive se a morte ocorreu no local.

“Ele (Silva) apresentava marcas pelo corpo, que dão indícios de que pode ter sido arrastado. Uma outra marca, tipo hematoma, no braço, nos leva à hipótese de que ele foi seguro por uma pessoa e morto por outra”, comenta Creppe Jr. Segundo o Instituto Médico Legal (IML), Silva teve trauma crânio-encefálico e hemorragia abdominal aguda - resultado da agressão violenta.

A determinação do horário da morte ainda depende do laudo da Polícia Técnica. O delegado acredita que o assassinato tenha ocorrido entre meia-noite e meia e 1h de ontem.

O ex-patrão de Silva e proprietário do bar e lanchonete em que ele estava antes de morrer, Imar Catani, disse que após fechar o estabelecimento, por volta da 1h de ontem, ouviu várias pessoas gritando. “Vamos Baianinho, me ajuda...” Ele contou que a vítima estava no bar esperando os filhos que moram a cerca de 300 metros. “Ele ficou esperando os filhos para pagar um lanche, mas eles não vieram”, relata.

Catani relatou que Silva trabalhou com ele em uma construção. “Ele estava ajudando na reforma. Colocou gesso, fez bastante serviço para mim. Eu gostava dele, não sei o que aconteceu”, completa. Para um dos moradores da quadra onde o corpo foi localizado, que preferiu não ser identificado, o pedreiro foi morto por causa de dívida de droga.

“Eu não os conheço, mas a esquina fica cheia de viciados em droga, isso é toda noite. Eu não vi e nem ouvi nada“, comenta. Ele conta que chamou a polícia inúmeras vezes. “Todos são viciados, vão para a delegacia e voltam”, finaliza.

A ex-mulher da vítima, Ana Lúcia, não estava em casa ontem. A família informou que ela tinha saído para tratar dos papéis do sepultamento do ex-marido. “Nós sabemos que ele estava no bar aguardando as crianças para tomar um lanche. As crianças não foram porque um deles estava com febre”, comentou um dos familiares.

Batistina Mariana dos Santos, integrante do Conselho Fiscal da Associação de Moradores do Beija-Flor, que mora ao lado do bar, contou que uma turma de rapazes tentou levar os móveis e até partes de uma casa desabitada que ela toma conta. “Eu chamei a polícia e recolhi um balcão de pia e um colchão. Não vi mais nada. Hoje, de manhã, fiquei sabendo que o Baianinho tinha morrido”, comenta.

Ela afirma que conhecia a vítima há 20 anos. “Ele era conhecido na vila toda. O bar estava cheio quando eu chamei a polícia, não sei se ele estava junto. Eu não cheguei a vê-lo”, finaliza.