Ontem, seis sindicatos que representam os trabalhadores do setor gráfico no Estado de São Paulo protestaram em frente à Tiliform. A manifestação ocorreu, egundo a entidade, em razão de a empresa não permitir a realização de uma assembléia solicitada pelo Sindicato dos Gráficos de Bauru com os funcionários para discutir alterações na forma de pagamento da participação nos lucros e resultados (PLR).
No acordo coletivo firmado em novembro (data-base da categoria) do ano passado, foi decidido que o valor da PLR seria de 100% do valor nominal (sem descontar a inflação) do salário de cada empregado, caso uma meta operacional anteriormente estipulada fosse atingida.
Se a empresa não alcançasse a meta, faria o pagamento da PLR de acordo com o que estabelece a Convenção Coletiva de Trabalho 2005 do Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado de São Paulo. Como não foi atingida, a empresa informou aos empregados que pagará PLR de R$ 500,00 em duas parcelas, sendo uma em março e outra em setembro, como estabelece a convenção.
O presidente do Sindicato dos Gráficos de Bauru, Silvio Carlos Garcia, entende a alteração como uma nova proposta e exige a realização de assembléia.
Segundo Ricardo Coube, diretor-presidente da empresa, a alteração no valor e forma de pagamento da PLR estava prevista no acordo coletivo, assinado pelo sindicato. “Não há necessidade de assembléia”, afirma. A divergência gerou a manifestação dos sindicalistas em frente à empresa, ontem à tarde. Segundo Coube, o pagamento da PLR será feito nos moldes do acordo.